Gabriel Souza é o único candidato favorável a manter separação de presos por facções
Demais candidatos defendem mudanças no critério adotado atualmente nos presídios

A política de separar presos conforme a facção criminosa virou mais um ponto de divergência entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. Questionados por Zero Hora, os quatro principais concorrentes apresentaram posições diferentes sobre o modelo atualmente utilizado em unidades prisionais.
Gabriel Souza (MDB) afirmou ser contra acabar com a separação de forma indiscriminada. Segundo ele, misturar presos sem avaliação dos riscos pode aumentar conflitos e fortalecer o crime dentro das cadeias. Defende critérios técnicos de segurança e inteligência.
Juliana Brizola (PDT) se posicionou contra a manutenção da separação por facções como mecanismo permanente. Sua proposta prevê uma transição planejada para a classificação dos detentos por nível de risco.
Luciano Zucco (PL) declarou ser totalmente favorável ao fim da divisão por facção. Defende que os presos sejam separados pela periculosidade, além do bloqueio de celulares e da retomada do controle estatal sobre os presídios.
Marcelo Maranata (PSDB) também defende acabar com a separação por facções, adotando critérios técnicos de segurança, isolamento das lideranças criminosas e bloqueio das comunicações ilícitas.
O tema também está no Congresso. Uma proposta aprovada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara proíbe que a filiação a uma facção seja, sozinha, o critério para separar detentos.