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Galípolo confirma intimação da PF para depor sobre o Banco Master

Depoimento deve ocorrer no início de outubro; PF também intimou Roberto Campos Neto, André Esteves e Ailton de Aquino

Redação POLITICA.RS24 de set. de 2026 · 18h356 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Galípolo confirma intimação da PF para depor sobre o Banco Master
Reprodução: www.radiocaicara.com.br

Presidente do Banco Central Gabriel Galípolo confirmou ter sido intimado pela Polícia Federal para depor sobre a fiscalização do Banco Master, com depoimento previsto para início de outubro.

Além de Galípolo, a PF intimou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, o dono do BTG Pactual André Esteves e ordenou novo depoimento do diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino; todos serão ouvidos como testemunhas.

Galípolo deu a declaração nesta quinta-feira (24) durante entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre e afirmou não se recordar da data exata do depoimento, apenas que deve ocorrer no início de outubro.

O presidente do BC disse ter tomado conhecimento pela imprensa de que a empresa de um irmão de um servidor do BC recebeu pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, e que o servidor comunicou o contrato aos seus superiores.

Ao ser questionado sobre outras possíveis relações entre Vorcaro e servidores do BC, Galípolo afirmou que "produzir verdade é muito mais caro do que produzir informação" e mencionou ter sido alvo de uma campanha de difamação no fim do ano passado.

Sobre o BRB, Galípolo afirmou que o Banco Central não comenta instituições específicas: "A gente não comenta as instituições específicas"; ele negou relação entre a condução ao BRB e as ausências na diretoria, informando que o BC opera atualmente com dois diretores a menos que a composição oficial e que, no ano passado, as diretorias estavam completas.

Galípolo disse que a "obrigação do BC é tentar, em todos os casos, uma solução de menor custo" e declarou que há "zero" influência política na autoridade, acrescentando que, sobre a questão fiscal e eleitoral, é "eleitoral zero" por conta do descasamento entre o ciclo político e as decisões do Banco Central.