Governo antecipa leilão: pedágio pode voltar às BR‑116 e 392 em dezembro
Edital sai em setembro; proposta inclui ~459,6 km que ligam Rio Grande ao Porto e pode recriar cobrança aos motoristas

Governo federal antecipou para dezembro de 2026 o leilão de nova concessão das BR‑116 e BR‑392.
O edital está previsto para setembro; a proposta abrange cerca de 459,6 quilômetros e inclui ligação direta com Rio Grande e o Porto do Rio Grande.
Em março, o contrato da Ecosul terminou, as antigas praças foram desativadas e o DNIT assumiu aproximadamente 456 quilômetros das rodovias.
O antigo Polo Rodoviário de Pelotas chegou a cobrar R$ 19,60 em uma das praças; com o novo modelo será preciso definir tarifas, pontos de cobrança e obrigações contratuais.
A BR‑392 é fundamental para transporte de cargas e acesso ao Porto, o que pode elevar custos de frete e preço de produtos se houver aumento tarifário.
A Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) já manifestou oposição ao leilão em 2026 e pediu respostas nas audiências públicas.
O texto questiona diretamente políticos que defenderam o fim dos pedágios: “Vocês continuam contra o pedágio?” e exige explicações sobre valores, locais e prazos de cobrança.
456 km — trechos que o DNIT assumiu em março
459,6 km — extensão incluída na proposta de concessão
R$ 19,60 — tarifa cobrada em uma antiga praça
“A cobrança continua sendo cobrança”, afirma o posicionamento editorial sobre mudanças de nome, tecnologia ou modelo de concessão.
Próximo passo: publicação do edital em setembro e leilão marcado para dezembro de 2026; até lá, os políticos devem se posicionar e a população pode cobrar respostas.