Governo prevê injetar R$ 271 bilhões na economia em 2026
Pacote reúne 20 ações — crédito, subsídios e reforços orçamentários para habitação, energia, combustíveis e assistência social.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva prevê movimentar R$ 271 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026.
O pacote reúne 20 medidas anunciadas ou implementadas ao longo do ano, com impacto em programas sociais, crédito e subsídios.
Entre as ações estão financiamento para empresas, agricultores, caminhoneiros, taxistas, compradores de imóveis e iniciativas em habitação, energia, assistência social e combustíveis.
O Bolsa Família terá reajuste a partir de outubro: valor mínimo subirá de R$ 600 para R$ 691; benefício médio de R$ 675 para R$ 777; atualização de 15,04% baseada no INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O reajuste terá custo adicional estimado em R$ 5,8 bilhões para 2026; a equipe econômica diz que os recursos virão por remanejamento do Orçamento, principalmente de despesas previdenciárias.
O Gás do Povo prevê fornecer botijões gratuitos a cerca de 15,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único, com orçamento estimado em R$ 5,1 bilhões para 2026.
Medidas de crédito incluem novo modelo de financiamento imobiliário estimado em R$ 22,3 bilhões e a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida com R$ 7,7 bilhões previstos para 2026.
O pacote prevê ainda R$ 21,2 bilhões em linhas de crédito para caminhões e ônibus; R$ 30 bilhões para compra de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas; R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas; e R$ 15 bilhões pelo Plano Brasil Soberano 2.0 para exportadoras.
Na área tributária, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e a redução parcial para rendimentos até R$ 7.350 têm impacto estimado em R$ 31 bilhões, compensado por imposto mínimo para altas rendas, segundo a equipe econômica.
Subsídios relacionados aos combustíveis, adotados desde março por causa do conflito no Oriente Médio, foram inicialmente estimados em R$ 31 bilhões; o governo afirma que parte será compensada por royalties e outras receitas do setor de petróleo.
Outras medidas listadas incluem saque complementar do FGTS de R$ 8,4 bilhões; Desenrola 2.0 com potencial de R$ 8,2 bilhões; Reforma Casa Brasil estimada em R$ 13,9 bilhões; e programa Luz do Povo com R$ 4,3 bilhões para 2026.
O impacto das medidas ocorre em meio a discussões sobre as contas públicas de 2027: relatório da Instituição Fiscal Independente do Senado, na quinta-feira (17), estima déficit primário de R$ 86,1 bilhões para 2027, enquanto a proposta orçamentária do governo prevê superávit de R$ 18,6 bilhões.
A IFI calcula que seria necessário congelar pelo menos R$ 35,7 bilhões em despesas para cumprir formalmente a meta orçamentária.