IJF alerta: promessas de cortar impostos põem em risco avanços tributários
Em nota divulgada nesta segunda (14), o Instituto Justiça Fiscal diz que cortes vagos podem reduzir recursos públicos e aumentar desigualdades

Instituto Justiça Fiscal (IJF) alertou, em nota divulgada nesta segunda-feira (14), para os riscos de propostas de candidatos que prometem reduzir impostos sem especificar quais tributos, grupos ou compensações.
O instituto afirma que cortes vagos podem significar menos recursos para políticas públicas e mais desigualdade, se não houver indicação de quais privilégios serão enfrentados.
O IJF defende a manutenção de avanços recentes: tributação periódica de fundos fechados dos super-ricos, taxação de bets, cobrança sobre lucros e dividendos e enfrentamento de renúncias fiscais sem contrapartida.
O texto lista medidas já adotadas e mudanças na tributação, com prazos e limites: isenção de IR para rendimentos até R$ 5.000; redução parcial entre R$ 5.000 e R$ 7.350; tributos sobre lucros e dividendos acima de R$ 50.000; tributação periódica de fundos fechados; cobrança sobre offshores e trusts; aumento do IRRF sobre juros sobre capital próprio para 17,5%.
O país começou a cobrar mais de quem tem maior renda e patrimônio, revertendo privilégios históricos vigentes até 1996 para lucros e dividendos; o IJF diz que retroceder devolveria privilégios ao topo da pirâmide.
Rendimentos até R$ 5.000 — isentos do IR
R$ 5.000–R$ 7.350 — redução parcial do IR
Lucros e dividendos acima de R$ 50.000 — até 10% de IRPF
IRRF sobre JCP — subiu de 15% para 17,5%
"O Brasil avançou na justiça tributária. Não podemos retroceder", escreveu o Instituto Justiça Fiscal na nota publicada nesta segunda (14).
O IJF conclui com perguntas diretas para as eleições de 2026: cortar de quem? Quais privilégios serão enfrentados? Quais despesas serão cortadas para compensar queda de arrecadação?