Luciano Hang: “Hoje o Brasil é chinês”; prefere EUA a virar colônia
Na sede da Havan em Brusque, o empresário afirmou isso a seis dias do segundo turno e criticou importações sem imposto

Luciano Hang disse nesta segunda (19), na sede administrativa da Havan em Brusque, que “hoje o Brasil é chinês” e que prefere os Estados Unidos a ver o país virar “uma colônia chinesa”.
A declaração veio a seis dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).
Hang respondeu a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate, afirmando que, na visão dele, o Brasil já estaria sendo “entregue pra China”.
O empresário afirmou que plataformas estrangeiras trazem produtos sem pagar imposto, “destruindo a nossa indústria, o nosso varejo nacional”.
Ele disse que fornecedores do Paraguai e da Ásia venderam confecção 30% a 40% mais barata que fornecedores de Guabiruba, e que isso prejudica trabalhadores brasileiros.
Hang afirmou que aqui empresas pagam de “80% a 120%” de imposto enquanto concorrentes estrangeiros pagariam zero.
Ele citou montadoras chinesas produzindo carros no Brasil sem pagar imposto e usou o exemplo de uma caixa de palitos de dente feita na China para questionar capacidade industrial.
Hang propôs levar fábricas de confecção e bens de consumo para o Nordeste para gerar emprego na região.
19 — data da entrevista em Brusque
25 — data do segundo turno
30%–40% — diferença de preço citada entre fornecedores
80%–120% — faixa de imposto mencionada
“Qual a diferença de ser uma colônia chinesa ou trabalhar pros Estados Unidos? Eu prefiro Estados Unidos do que ser uma colônia chinesa”, disse Hang na entrevista.
O próximo evento concreto é o segundo turno da eleição presidencial, domingo, 25, quando o eleitor escolherá entre os candidatos.