Eleições

Marcelo Noronha: o Brasil discute banheiros enquanto o mundo disputa tecnologia e poder

O colunista pede propostas concretas sobre inteligência artificial, indústria, ciência e soberania, não polêmicas de redes sociais.

PRedação Política.RS20 de out. de 2026, 20h01

Marcelo Noronha afirma que o debate político brasileiro se prende a polêmicas curtas em vez de projetos para o futuro.

Ele alerta que o Brasil tem biodiversidade, enormes reservas de água doce, terras agricultáveis e riquezas minerais, mas não transforma isso em poder tecnológico.

Noronha observa que grandes potências investem bilhões em pesquisa, tecnologia, semicondutores, energia, defesa e inteligência artificial para disputar mercados e influência geopolítica.

O colunista exige políticas concretas: desenvolver inteligência artificial própria, formar pesquisadores, ampliar educação científica e proteger dados estratégicos.

Pede também investimento em universidades, centros de pesquisa, políticas industriais e orçamento público que priorize soberania e inovação.

Cobrança direta a candidatos: explicar como financiar as transformações, quais metas fixar, quais setores priorizar e como medir resultados.

"O futuro não espera que terminemos de discutir quem tem razão na próxima polêmica", escreve Noronha, criticando o foco em provocações e memes.

Ele conclui que o país precisa decidir ser fornecedor de matérias-primas ou combinar riqueza natural com ciência, indústria e justiça social.

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