Marcelo Noronha: o Brasil discute banheiros enquanto o mundo disputa tecnologia e poder
O colunista pede propostas concretas sobre inteligência artificial, indústria, ciência e soberania, não polêmicas de redes sociais.
Marcelo Noronha afirma que o debate político brasileiro se prende a polêmicas curtas em vez de projetos para o futuro.
Ele alerta que o Brasil tem biodiversidade, enormes reservas de água doce, terras agricultáveis e riquezas minerais, mas não transforma isso em poder tecnológico.
Noronha observa que grandes potências investem bilhões em pesquisa, tecnologia, semicondutores, energia, defesa e inteligência artificial para disputar mercados e influência geopolítica.
O colunista exige políticas concretas: desenvolver inteligência artificial própria, formar pesquisadores, ampliar educação científica e proteger dados estratégicos.
Pede também investimento em universidades, centros de pesquisa, políticas industriais e orçamento público que priorize soberania e inovação.
Cobrança direta a candidatos: explicar como financiar as transformações, quais metas fixar, quais setores priorizar e como medir resultados.
"O futuro não espera que terminemos de discutir quem tem razão na próxima polêmica", escreve Noronha, criticando o foco em provocações e memes.
Ele conclui que o país precisa decidir ser fornecedor de matérias-primas ou combinar riqueza natural com ciência, indústria e justiça social.