Ministério prevê leilão da Rota Portuária do Sul em dezembro de 2026
Edital sairá em setembro; projeto envolve BR-116 e BR-392, com 456,20 km e R$6,08 bilhões em investimentos

O Ministério dos Transportes prevê realizar em dezembro de 2026 o leilão da Rota Portuária do Sul.
O edital deve ser lançado em setembro de 2026, com leilão marcado para dezembro, segundo o cronograma do ministério.
A concessão abrange as BRs 116 e 392 no Sul do Rio Grande do Sul, entre Santana da Boa Vista, Camaquã, Jaguarão e Rio Grande, totalizando 456,20 quilômetros.
O projeto estima Capex de R$ 6,08 bilhões, prevê 81,21 km de duplicações, 38,58 km de vias marginais e implantação de 14 pórticos de cobrança.
Também estão previstas 64 dispositivos e interseções, 39 passarelas de pedestres, dois pontos de parada e sistema de cobrança por percurso.
O projeto calcula geração de 88.091 empregos entre diretos, indiretos e efeito-renda ao longo da concessão.
Atualmente, os trechos estão sob gestão do DNIT, que assumiu após o fim do contrato com a Ecovias Sul em 4 de março, encerrando 28 anos de concessão.
No fim do contrato com a Ecovias Sul, a tarifa de pedágio havia chegado a R$ 19,60; o novo modelo prevê cobrar pelo percurso nos 14 pórticos.
A mudança de cronograma antecipa o leilão para 2026; a ANTT havia indicado anteriormente que o processo poderia ocorrer somente em 2027.
A Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e prefeitos da região questionam o modelo de concessão e pedem mais discussões sobre impactos econômicos das tarifas.
Representantes da Azonasul têm intenção de buscar nova agenda em Brasília antes da publicação do edital em setembro.
456,20 km — extensão do corredor
R$ 6,08 bilhões — investimento estimado (Capex)
81,21 km — duplicações previstas
38,58 km — vias marginais previstas
14 — pórticos de cobrança previstos
88.091 — empregos estimados (diretos, indiretos e efeito-renda)
O próximo passo concreto é a publicação do edital em setembro de 2026 e, se mantido o cronograma, o leilão em dezembro de 2026.