Ministro Padilha diz que Lula enterrará tabela SUS, vigente há quase 30 anos
Ele detalhou o programa Agora Tem Especialistas, painel nacional das filas e metas para reduzir esperas até o fim de 2026

O ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) afirmou que um eventual quarto mandato do presidente Lula vai "enterrar definitivamente a tabela SUS" que vigora há quase 30 anos.
Padilha diz que a mudança já afetou cerca de 1.500 procedimentos e que o novo modelo pode ampliar oferta e recursos, com metas até o fim de 2026.
Padilha explicou que a tabela SUS deixou de ser parâmetro para cerca de 1.500 cirurgias e exames e que o programa Agora Tem Especialistas criou uma nova tabela que paga três a quatro vezes mais que a antiga, exigindo combinação de consulta, exame e tratamento ou cirurgia.
O ministério fechou R$ 1 bilhão em contratos com hospitais privados neste ano, o que representa 1,2 milhão de procedimentos, e permite troca de dívidas por exames e cirurgias.
Padilha prometeu entregar até o fim deste ano o painel nacional das filas do SUS; o Congresso aprovou a obrigatoriedade de estados e municípios fornecerem os dados necessários.
Em paralelo, o ministério desenvolveu com hospitais universitários federais e municípios uma ferramenta para marcar consultas, exames e cirurgias pelo celular e acompanhar a posição na fila, e vai estimular a adoção nos próximos quatro anos, com recursos.
Para reduzir esperas, o ministério ampliará carretas de tomografia e ultrassom — que ficam 30 dias por região até zerar filas — e pretende chegar a 150 carretas no fim do ano; mais de 1 milhão de procedimentos já foram realizados por essas carretas.
Outra ação é o telediagnóstico: um centro de diagnóstico do câncer criado com o A.C.Camargo passou a entregar resultados que levavam seis ou sete meses em sete dias.
Padilha afirmou que o orçamento de medicamentos especializados subiu de cerca de R$ 13 bilhões para mais de R$ 27 bilhões, permitindo incorporar mais de 160 novos medicamentos.
O ministério comprou 10 mil conjuntos de equipamentos para unidades básicas, criou equipes dedicadas a idosos que não conseguem sair de casa e planeja levar exames e consultas ao Farmácia Popular, que atende 27 milhões de pessoas.
"Vamos enterrar definitivamente a tabela SUS dos últimos 20 anos", disse Padilha sobre a necessidade de pagar pelo resultado ao paciente, não por procedimento.
Próximo passo: lançar o painel nacional das filas até o fim deste ano e estimular estados e municípios a adotarem a ferramenta de marcação e acompanhamento nos próximos quatro anos.