Motociclistas representaram 68,75% das mortes no trânsito de Canoas em 2026
Entre 2007 e 2026 motociclistas somaram 228 das 590 mortes; secretaria aposta em radares móveis e operações

Em 2026, 11 das 16 mortes no trânsito de Canoas foram de motociclistas — 68,75% dos óbitos no ano.
O levantamento da Secretaria de Mobilidade Urbana mostra 590 mortes no trânsito entre 2007 e 2026; 228 vítimas eram motociclistas e 16 eram caronas.
Também morreram 168 pedestres, 127 ocupantes de carro e 67 ciclistas no período de estudo.
No recorte anual, o trânsito de Canoas registrou 16 mortes em 2026: 11 motociclistas, um motorista de automóvel, um ciclista e três pedestres.
A Secretaria identificou as vias mais violentas: Avenida Guilherme Schell, Rua Florianópolis, Avenida Rio Grande do Sul, Avenida Santos Ferreira, Avenida Boqueirão e Rua Venâncio Aires; fora do perímetro urbano, BR-116, BR-386, Avenida Getúlio Vargas e BR-448 concentram muitas mortes.
A Avenida Açucena teve 447 acidentes em quatro anos; no 1º semestre de 2026 houve 60 sinistros (35 com danos materiais, 25 com lesão corporal) e uma vítima fatal, um condutor de motocicleta.
O estudo apontou que pelo menos 50% das mortes ocorreram nas mesmas vias urbanas, e a Secretaria intensificou o uso de radares móveis e operações nos pontos com maior concentração de motociclistas.
A título comparativo nacional, o número de motociclistas mortos no país cresceu 41,68% entre 2019 e 2024, de 11.182 para 15.459 mortes, informa o levantamento citado.
Exemplo local: na Avenida Guilherme Schell a média de seis óbitos por ano no início da década caiu quase a zero nos últimos quatro anos; em 2024 e 2025 não houve nenhum óbito na via.
Em fiscalizações, a Polícia de Trânsito flagrou um motorista a 113 km/h no cruzamento da Avenida Farroupilha com a Rua das Castanheiras, em via com limite de 60 km/h; a Secretaria registra dez flagrantes no último semestre, com média de 90 km/h nas ocorrências.
"Canoas possuía uma longa cultura de rachas entre motocicletas e de condutores empinando motos em alta velocidade", disse o secretário de Mobilidade Urbana, Leandro Machado, ao explicar as ações de fiscalização.
A Secretaria já fez reuniões com a Brigada Militar e a Polícia Rodoviária Federal e programou ações conjuntas para o segundo semestre; o objetivo é terminar 2026 com saldo menor de acidentes e mortes.