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Observatório prevê déficit de R$ 15,2 milhões em Guaíba até fim de 2026

Entidade alerta possível perda de R$ 54,1 milhões por mudanças no IPM e crescimento das despesas acima da arrecadação

Redação POLITICA.RS23 de set. de 2026 · 09h325 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Observatório prevê déficit de R$ 15,2 milhões em Guaíba até fim de 2026
Reprodução: www.reporterguaibense.com.br

O déficit de Guaíba ao final de 2026 deve ser de cerca de R$ 15,2 milhões, projetou o Observatório Social de Guaíba.

Caso a legislação federal não mude, o município pode perder 35,64% da receita do IPM — cerca de R$ 54,1 milhões — e cair da 5ª para a 25ª posição entre municípios gaúchos por arrecadação de ICMS.

O relatório quadrimestral do Observatório, referente a maio a agosto, foi apresentado nesta terça-feira (22) durante reunião-almoço do Rotary Club pelo economista e vice-presidente para Assuntos Sociais e Metodologia, Maurício Mancia.

Mancia disse que, comparando com 2020, a arrecadação municipal subiu 109,35% e as despesas subiram 120,21%; em relação a 2021, arrecadação cresceu 73,21% e despesas 104,30% — ou seja, despesas cresceram mais que receitas durante a gestão do então prefeito Marcelo Maranata.

Desde abril, quando a prefeita Claudinha Jardim assumiu, os números já refletem medidas administrativas da atual gestão, afirmou Mancia, que pediu redução de custos de 12,815% sobre a base atual.

Sobre a Câmara Municipal, Mancia registrou aumento de despesas de 261,22% sobre 2020, 127,37% sobre 2021 e crescimento de 8,48% sobre o ano anterior, além de mencionar repasses da Prefeitura e uma possível sobra de caixa de cerca de R$ 1 milhão.

O presidente do Observatório Social, Hilarion Freitas, afirmou que os dados apresentados são oficiais e derivam de compras de produtos e serviços do Poder Executivo; os voluntários coletam e analisam informações nos portais de transparência para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

R$ 15,2 milhões — déficit projetado ao fim de 2026

35,64% / R$ 54,1 milhões — perda estimada de receita do IPM se a lei não mudar

109,35% — aumento da arrecadação desde 2020

120,21% — aumento das despesas desde 2020

261,22% — alta das despesas da Câmara em relação a 2020

"Se não houver um planejamento financeiro preservando recursos dos meses de bonança, estaremos em sérios problemas", disse Maurício Mancia durante a apresentação.

O Observatório já havia apresentado números em 2022 na Ulbra e na OAB e busca agora discutir medidas para ajustar despesas correntes e apoiar a transição financeira do município.