ONS corta geração emergencial neste domingo por excesso de energia
Restrição ocorreu das 11h às 13h30 e afetou PCHs, usinas a biomassa e parques eólicos e solares ligados às distribuidoras.

ONS acionou neste domingo (23) o plano de gestão de excedentes no Sistema Interligado Nacional (SIN), determinando corte emergencial de geração por excesso de energia — segunda vez em 2026.
A restrição ocorreu entre 11h e 13h30 e atingiu pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e parques eólicos e solares sob responsabilidade das distribuidoras.
O corte (curtailment) foi adotado para equilibrar oferta e demanda diante da geração da micro e minigeração distribuída (MMGD), que inclui placas solares em telhados de casas e prédios.
A medida interrompe temporariamente a geração de diferentes fontes para evitar um descasamento que possa provocar apagão.
A primeira ativação do plano emergencial neste ano foi em 7 de junho, quando foi solicitada a suspensão de 1.000 megawatts (MW) entre 10h e 14h.
Especialistas consideram o episódio relevante por indicar uso das últimas ferramentas disponíveis para garantir a segurança do sistema elétrico nacional.
Barbara Rubim, presidente do conselho da Absolar, explicou que existem dois níveis de corte (usinas centralizadas controladas pelo ONS e geração via distribuidoras) e alertou que o terceiro nível é o apagão.
A ABGD, por meio de Christino Áureo (vice‑presidente de Relações Governamentais e Institucionais), disse que restrições emergenciais não podem substituir solução estrutural e pediu avanço em planejamento, flexibilidade, armazenamento e gestão da demanda.
23 de agosto de 2026 — data do corte deste domingo
11h–13h30 — duração do corte informado pela Abradee
7 de junho — data do primeiro corte em 2026
1.000 MW — geração solicitada para suspensão em 7 de junho
“O terceiro nível é o apagão. É como se tivéssemos três camadas, e acionamos duas”, disse Barbara Rubim.
O setor aponta como próximos passos a realização de leilões de baterias, planejamento conjunto entre ministérios para atrair carga (data centers e industrialização) e medidas para estimular baterias pelos consumidores.