Projeto de mineração em Lavras do Sul é apresentado na Urcamp
Empresa diz que empreendimento pode gerar R$2,7 bilhões em tributos nos primeiros dez anos e pede flexibilização da faixa de fronteira

Projeto de mineração em Lavras do Sul foi apresentado na Urcamp nesta segunda, 14.
A empresa estima R$2,7 bilhões em tributos nos dez primeiros anos e reclama flexibilização da legislação da faixa de fronteira, que atinge cerca de 60% do território gaúcho.
Participaram da reunião Paulo Serpa (diretor-geral/country manager) e Nilson Dorneles (coordenador de Assuntos Institucionais), executivos da Lavras do Sul Mineração, acompanhados do ex-prefeito Sávio Johnston Prestes, e apresentaram o Projeto LDS ao reitor Guilherme Cassão Marques Bragança na Reitoria da Urcamp.
O projeto é liderado pela canadense Lavras Gold Corp. via subsidiária Lavras do Sul Mineração Ltda.; controla cerca de 22 mil hectares, mapeou mais de 26 alvos e estima aproximadamente 1 milhão de onças de ouro, com investimento previsto de US$250 milhões para viabilizar a estrutura produtiva.
A meta é produção anual de 100 mil onças de ouro (pouco mais de 3.100 kg), gerando US$440 milhões (equivalente a R$2,3 bilhões) por ano; a construção da infraestrutura tem previsão de conclusão em 2028 e as primeiras operações comerciais em 2029.
A empresa já contratou 100 profissionais e projeta pelo menos 800 empregos diretos em plena operação; mantém projetos comunitários e ações de preservação do Bioma Pampa e de convivência com o setor agropastoril.
Lavras do Sul é historicamente conhecida como a "Pepita do Rio Grande"; a extração de ouro começou no final do século XVIII e atingiu ápice entre 1865 e 1940.
"Avaliar projetos que propõem dados que alteram a realidade econômica do estado é fundamental", disse o reitor Guilherme Cassão Marques Bragança durante a apresentação na Urcamp.
Os Estudos de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental têm prazo de finalização até outubro de 2026.