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Quase 190 mil gaúchos viviam abaixo da linha internacional de extrema pobreza em 2024

Sem Bolsa Família e BPC, esse total subiria para 505 mil; estudo cobre 2015–2025 e traz dados sobre CadÚnico, redes domésticas e desastres.

Redação POLITICA.RS21 de set. de 2026 · 02h028 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Quase 190 mil gaúchos viviam abaixo da linha internacional de extrema pobreza em 2024
Reprodução: www.osul.com.br

Quase 190 mil habitantes do Rio Grande do Sul (1,7%) viviam em 2024 com rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 3 (R$ 15,43) por dia.

Sem os programas Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), o contingente em extrema pobreza subiria para 505 mil pessoas (4,5%).

Pela linha nacional de R$ 218 mensais por pessoa, a proporção caiu de 1,8% em 2015 para 1,4% em 2024.

Na faixa entre 1/4 e 1/2 salário-mínimo, o índice caiu de 12,9% em 2015 para 9% em 2024.

Em 2025, o Cadastro Único (CadÚnico) no Rio Grande do Sul registrava 57,6% de mulheres entre os cadastrados.

No recorte de cor/raça do CadÚnico em 2025, 76,1% eram brancos e 23% eram pretos e pardos, ante 19% de pretos e pardos em 2015.

A participação de pessoas com deficiência entre os cadastrados subiu de 3,9% em 2015 para 12,8% em 2025.

Em 2025, a proporção abaixo da linha internacional de extrema pobreza foi 1,8% entre mulheres e 1,6% entre homens no Estado.

Por cor ou raça, 2,2% de pretos e pardos estavam abaixo da linha internacional em 2025, contra 1,6% de brancos.

Desde 2021, a incidência em áreas urbanas superou a rural; em 2024 foi 1,8% urbano e 1,2% rural.

Em 2025, 77,1% da população ocupada a partir dos 14 anos contribuía para instituto de previdência no Rio Grande do Sul.

Entre domicílios com beneficiário de Bolsa Família em 2025, cerca de dois terços tinham esgotamento por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede.

Em 2024, 97,1% dos domicílios do Rio Grande do Sul usavam internet, ante 78,8% em 2016.

No indicador que reúne mortos, desaparecidos e diretamente afetados por desastres, o Estado registrou 7.220,2 casos por 100 mil habitantes em 2024.

As enchentes de maio de 2024 afetaram 478 dos 497 municípios gaúchos e impactaram aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.

O balanço das enchentes inclui 183 óbitos, 27 desaparecimentos, 806 feridos, ao menos 146 mil desalojados e mais de 50 mil desabrigados.

A proporção de governos municipais do RS com estratégias de redução de risco passou de 23,1% em 2013 para 56,7% em 2020; no Brasil foi de 23,1% para 47%.

Os dados compõem o "Caderno ODS Erradicação da Pobreza no Rio Grande do Sul: 2015–2025", do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, assinado por Felipe Nathan Ferreira dos Santos e revisado por Raul Luís Assumpção Bastos.