R$6,5 bilhões do Firece para obras anticheias no RS seguem parados
Um ano e oito meses após o depósito na Caixa, quase nada foi desembolsado; obras só começam em São Leopoldo e quatro contratos foram fechados.

R$6,5 bilhões destinados pelo Fundo Firece para obras anticheias no Rio Grande do Sul permanecem parados na Caixa por falta de projetos do governo estadual.
Quase nada desse montante foi desembolsado um ano e oito meses após o depósito; houve empenhos, mas os pagamentos não avançaram porque as obras não foram concluídas.
Em maio deste ano foi assinada a ordem de serviço da primeira intervenção financiada pelo Firece: a primeira etapa do canal de drenagem em São Leopoldo; outras quatro obras foram contratadas, totalizando R$5,4 bilhões, para proteção do Arroio Feijó, da Bacia do Rio Gravataí, de Eldorado do Sul e da Bacia dos Sinos.
A próxima ordem de serviço está prevista para janeiro de 2027, e a conclusão de todas as obras do Firece está estimada para 2031.
Maneco Hassen, ex-secretário para Apoio à Reconstrução do RS, afirmou que o governo estadual ficou responsável por projetos, licitações e execução, e criticou a inação: "o governo não se mexeu para nada."
O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, disse que é difícil acelerar obras de grande porte e alta complexidade em áreas muito urbanizadas, mesmo com o recurso disponível.
No âmbito federal, o orçamento de 2025 reservou R$532 milhões para dragagem e contenção de encostas; desses, apenas R$136 milhões foram efetivamente pagos, o que indica etapas concluídas parcialmente.
R$6,5 bilhões — valor do Firece depositado para obras no RS
R$5,4 bilhões — soma dos quatro contratos já fechados
janeiro de 2027 — próxima ordem de serviço prevista
2031 — prazo estimado para conclusão das obras do Firece
R$532 milhões — orçamento 2025 para dragagem e contenção no Brasil
R$136 milhões — valor efetivamente pago desse orçamento
"Tem recurso no orçamento. Preciso que os atores façam essas obras acontecerem", disse o ministro das Cidades, Vladimir Lima, sobre a necessidade de execução das obras.
A próxima ação concreta é a ordem de serviço programada para janeiro de 2027; o cronograma prevê pagamentos e obras sucessivas até 2031.