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Reforma tributária pode elevar preço de vinhos e espumantes no Brasil

IBS, CBS e Imposto Seletivo juntos podem aumentar a carga; setor diz que efeito depende de alíquotas e regulamentação

Redação POLITICA.RS23 de ago. de 2026 · 00h313 acessos📲 Enviar no WhatsApp

Reforma tributária pode elevar preços de vinhos e espumantes no Brasil pela incidência conjunta do IBS, da CBS e do Imposto Seletivo.

O setor teme uma carga tributária de até 55%, baseada em simulações citadas pela União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra).

Jones F. Valduga, presidente da Uvibra, pediu tratamento tributário equilibrado, destacando ligação do vinho com agricultura familiar, turismo e geração de emprego e renda.

Gilberto Pedrucci, diretor-executivo do Sindivinho, considerou desastrosa a inclusão dos vinhos no Imposto Seletivo e defende que a alíquota não ultrapasse 2%.

As alíquotas finais ainda não foram regulamentadas; o impacto dependerá da definição de alíquotas, da regulamentação e da capacidade das vinícolas de aproveitar créditos tributários.

O setor alerta que aumento de tributos pode reduzir competitividade frente a importados da União Europeia, que recebem subsídios, e à redução de tarifas prevista no acordo Mercosul-União Europeia.

Valduga afirma que pequenas e médias vinícolas serão as mais afetadas, por menor escala, margens apertadas e menor capacidade financeira.

55% — estimativa máxima de carga tributária citada pela Uvibra

2% — teto defendido pelo Sindivinho para o Imposto Seletivo

"Dependendo da alíquota definida, o consumidor poderá enfrentar preços mais elevados", disse Jones F. Valduga, e Gilberto Pedrucci alertou que majoração de preços cria novas barreiras ao consumo.

Próximo passo: definição das alíquotas e regulamentação do Imposto Seletivo pelo governo federal, que decidirá o impacto final sobre o setor.