ELEIÇÕES 2026Faltam 10 diasCandidatos →
InícioEconomia
Economia

RS envelhece: 2,2 milhões de idosos e filas de saúde preocupam governos

População vive mais, médicos se concentram na Capital e mais de 600 mil pedidos aguardam especialistas

Redação POLITICA.RS24 de set. de 2026 · 13h340 acessos📲 Enviar no WhatsApp
RS envelhece: 2,2 milhões de idosos e filas de saúde preocupam governos
Reprodução: g1.globo.com

A proporção de pessoas com 60+ no Rio Grande do Sul praticamente dobrou; hoje são 2,2 milhões de idosos.

A expectativa de vida subiu de 72,8 para 77 anos no período analisado; entre mulheres chegou a 80,1 anos, aumentando demanda por cuidados prolongados.

O Estado tem 3,45 médicos por mil habitantes, acima da média nacional de 3,08, mas a distribuição é desigual: Porto Alegre tem 11,81 médicos por mil; o Interior, 2,27.

Mais de 600 mil solicitações aguardam atendimento com especialistas, obrigando pacientes a viagens longas, como moradores de Santa Vitória do Palmar que percorriam cerca de 200 km até Pelotas para diálise.

O vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, diz que não basta formar médicos: é preciso criar condições e estrutura para mantê-los no Interior.

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) propõe regionalizar serviços, criando redes capazes de atender perto de casa, e cita a criação de unidade de diálise em Santa Vitória do Palmar como exemplo.

A professora Luis Henrique Telles da Rosa, da UFCSPA, afirma: "a interação, o convívio social é um fator muito importante, estratégico para a manutenção da saúde física e mental da pessoa idosa".

A professora Deise Lisboa Riquinho, da UFRGS, defende equipes multiprofissionais na atenção básica, com psicólogos e educadores físicos, para prevenção e acompanhamento de idosos.

Especialistas também sugerem maior integração entre universidades, hospitais e centros de pesquisa para transformar conhecimento em soluções práticas e na formação de profissionais.

A tecnologia é apontada como ferramenta: prontuário único interoperável, telemedicina e interconsultas para aproximar especialistas de regiões com escassez, sem substituir estrutura local.

2,2 milhões — número de pessoas com 60 anos ou mais no RS

72,8 → 77 — mudança na expectativa de vida no período citado

80,1 — expectativa de vida entre mulheres

3,45 médicos/1.000 — RS

3,08 médicos/1.000 — média nacional

11,81 médicos/1.000 — Porto Alegre

2,27 médicos/1.000 — Interior

600 mil+ — solicitações aguardando especialistas

Os próximos governantes terão de preparar a rede para uma população mais longeva, levar profissionais ao Interior, fortalecer a atenção básica e implantar tecnologia integrada para reduzir desigualdades de acesso.