Saúde em fila, impostos em alta e cobranças ao governo esquentam debate no RS
Zucco pressiona pela saúde, Juliana cobra resultados e Gabriel vira alvo de questionamentos sobre a atual gestão

O debate da Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (25) ganhou temperatura quando os candidatos abandonaram o discurso protocolar e começaram a cobrar respostas para problemas que seguem pesando no cotidiano dos gaúchos.
Na saúde, Luciano Zucco (PL) colocou na mesa um número explosivo, cerca de 850 mil pessoas aguardando consultas e exames. Juliana Brizola (PDT) também entrou forte no tema, defendendo hospitais filantrópicos, telemedicina, ampliação dos atendimentos e maior transparência nas filas.
Juliana ainda apertou Gabriel Souza (MDB) justamente onde o vice-governador carrega o peso da atual administração. Questionou o momento escolhido para lançar o SUS Gaúcho, a efetividade do programa e a velocidade dos investimentos. Gabriel respondeu citando regionalização, novos hospitais e recursos destinados à redução das filas.
O clima também esquentou nos impostos. Zucco cobrou posicionamento sobre aumento da carga tributária, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) disparou contra novos impostos, pedágios e taxas. Os dois defenderam mudanças na forma de administrar o Estado.
Gabriel tentou mudar o terreno da disputa e levou Zucco para Brasília, cobrando uma votação de 2023 envolvendo compensações fiscais dos combustíveis aos Estados. Zucco chamou a cobrança de “pegadinha eleitoral” e devolveu a discussão para dentro do Rio Grande do Sul, citando novamente as filas da saúde e a segurança pública.
Na reta final, o debate deixou uma questão incômoda sobre a mesa. Enquanto os adversários apresentaram propostas de mudança, Gabriel precisou, em diferentes momentos, defender entregas e decisões do governo do qual é vice-governador.