Justiça

Sejus suspende quatro contratos de tecnologia a partir de 1º de novembro de 2026

Medida vale por 30 dias, atinge rastreamento de viaturas, biometria facial e bodycams; Cloudera não foi renovada em 8 de outubro

PRedação Política.RS1 de nov. de 2026, 12h31

A Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo (Sejus) vai suspender quatro contratos de tecnologia e infraestrutura a partir de 1º de novembro de 2026, por 30 dias.

A paralisação atinge rastreamento de viaturas da Polícia Penal, controle por biometria facial de sentenciados e dois contratos de câmeras corporais (bodycams); um quinto contrato da licença Cloudera venceu em 8 de outubro e não foi renovado.

O ofício que determinou a suspensão foi assinado por Filipe Lube, subsecretário de Infraestrutura e Tecnologia da Sejus, e encaminhado ao secretário Nelson Rodrigo Merçon em 27 de outubro.

As empresas afetadas são Global Tecnologia Segurança e Consultoria Ltda. (rastreamento de viaturas), Biomtech Soluções em Tecnologia S/A (controle por biometria facial) e Motorola Solutions Ltda. (dois contratos de bodycams); a licença do Cloudera era fornecida pela Vert Analytics.

A justificativa formal é insuficiência de recursos orçamentários e financeiros; o ofício alerta que paralisações superiores a 90 dias poderão gerar pedidos de indenização das empresas, sujeitas às condições contratuais e análise administrativa e jurídica.

A secretaria afirma que a suspensão não comprometerá a segurança das unidades prisionais e que procedimentos essenciais seguirão com recursos vigentes, citando scanners corporais, portais de detecção de metais, videomonitoramento perimetral, CFTV e procedimentos internos de controle.

O documento recomenda informar ao menos dez órgãos, secretarias e grupos sobre a decisão por causa da relação dos serviços com outras atividades administrativas; a Sejus também aponta risco de reflexos operacionais e administrativos na própria pasta.

A falta de renovação da licença Cloudera pode afetar serviços que dependem da plataforma, como a Central de Regulação de Vagas e o monitoramento do programa Estado Presente; a Sejus diz que a Central ainda não foi implantada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo e que tratativas estão avançadas.

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