Simers cobra apuração de contrato de R$ 390 milhões para UTIs
Sindicato exige transparência sobre acordo de 2018 que recebeu 12 aditivos; governo nega irregularidades

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) entrou no debate sobre o contrato para locação de equipamentos de UTI que pode ter custado cerca de R$ 390 milhões aos cofres públicos. A entidade cobrou uma apuração minuciosa da representação encaminhada ao Ministério Público do RS. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (23) pelo jornalista Flavio Pereira, do Jornal O Sul.
O contrato nº 444/2018, firmado entre a Secretaria Estadual da Saúde e a RTS RIO S.A., tinha prazo inicial de 12 meses e recebeu 12 termos aditivos ao longo de mais de seis anos, segundo a representação. O documento sustenta que a compra e manutenção dos equipamentos custaria aproximadamente R$ 90,3 milhões, diferença próxima de R$ 300 milhões em relação ao montante estimado com a locação.
Em nota, o Simers afirmou que a saúde não pode conviver com contratos emergenciais prolongados e defendeu transparência na utilização dos recursos públicos.
O governo estadual contesta a versão apresentada na representação. A Secretaria da Saúde afirma que o contrato teve origem em processo licitatório regular, e não em contratação emergencial, e ressalta que a representação ao MP não significa, por si só, que uma investigação tenha sido aberta. A pasta informou ainda que prestará esclarecimentos aos órgãos competentes caso seja solicitada.