STF: Toffoli e Nunes Marques se declararam suspeitos; Moraes participou e votou
Sessão de ontem no Supremo teve troca de farpas entre ministros, presença de investigados e pedido de vista que adiou o caso

Ministros do STF protagonizaram ontem uma sessão marcada por suspeição, bate-boca e um pedido de vista que adiou o caso.
O pedido de vista adiado vai prolongar o processo e, segundo a própria avaliação feita na sessão, tende a ser usado pela defesa de Daniel Vorcaro.
Dias Toffoli e Nunes Marques se declararam suspeitos para julgar o caso; Nunes Marques se retirou da sessão, Toffoli permaneceu presente.
Alexandre de Moraes participou da sessão que discutia abrir ou não investigação contra ele: comentou e votou na própria matéria em análise.
Gilmar Mendes acusou o ministro André Mendonça de agir com interesses eleitorais e disse “Até a máfia tem ética”; Mendonça respondeu “não aponte o dedo pra mim”.
Luiz Fux defendeu o afastamento do diretor da PF e afirmou que existe “uma força paralela”.
Paulo Gonet, chefe do Ministério Público Federal, esteve na sessão apesar de ser citado na investigação como próximo de Vorcaro; a presença foi criticada como imprópria.
O STF atuou ontem com dez ministros em exercício — a cadeira de Luís Roberto Barroso permanece vaga — e a sessão foi descrita como dividida e politizada.
10 — número de ministros presentes no plenário do STF durante a sessão
O desfecho com pedido de vista prolonga o exame do caso e, na avaliação exposta durante a sessão, servirá de argumento para a defesa de Daniel Vorcaro.