Congresso

Suprema Corte da Colômbia questiona estatuto antiterrorista de De la Espriella

O tribunal apontou pontos inconstitucionais da proposta que permite classificar grupos como terroristas sem julgamento prévio.

PRedação Política.RS20 de out. de 2026, 19h01

A Suprema Corte de Justiça da Colômbia questionou nesta terça (20) pontos do projeto de lei antiterrorista do presidente Abelardo de la Espriella.

O tribunal considerou que o texto ameaça a presunção de inocência e admite confisco de bens e congelamento de ativos sem condenação prévia.

O chamado "estatuto antiterrorista" prevê que o governo classifique grupos armados, narcotraficantes e outras organizações como "terroristas" ou "colaboradores do terrorismo" sem investigações ou condenações judiciais.

Carlos Roberto Solórzano, presidente da Suprema Corte, afirmou que a classificação pelo governo não pode comprovar culpa nem justificar sanções penais ou patrimoniais.

A ata de uma reunião interna do Conselho Superior de Política Criminal, datada de 20, registra os pontos que o tribunal considerou inconstitucionais.

O projeto é uma das principais medidas de segurança de De la Espriella, que assumiu a Presidência em 7 de agosto e promete mão dura contra grupos criminosos, com apoio dos Estados Unidos.

Laura Bonilla, da Fundação Paz e Reconciliação, disse que a iniciativa "é um cavalo de Troia, que se apresenta como uma luta contra o terrorismo, mas que, por dentro, está repleto de interesses políticos".

O texto ainda precisa ser debatido e aprovado pelo Congresso, onde o presidente conta com maioria.

7 de agosto — data em que Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência

20 — data da ata da reunião interna do Conselho Superior de Política Criminal

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