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Taxa média de recusa familiar à doação de órgãos é 45% no Brasil

AMIB treinou 2.534 profissionais entre set/2025 e ago/2026 para melhorar comunicação e reduzir recusas; meta foi superada em 25%.

Redação POLITICA.RS19 de set. de 2026 · 05h313 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Taxa média de recusa familiar à doação de órgãos é 45% no Brasil
Reprodução: www.gaz.com.br

A taxa média de recusa familiar à doação de órgãos no Brasil é de 45%.

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e o Ministério da Saúde capacitaram 2.534 profissionais entre setembro de 2025 e agosto de 2026, superando em 25% a meta inicial de 2.000 participantes.

Cristiano Franke, presidente da AMIB, atribui parte da alta recusa a falhas no acolhimento e na comunicação em hospitais públicos e privados, com equipes usando termos técnicos ou abordagens consideradas frias em locais inadequados.

Os cursos da AMIB cobrem identificação de potenciais doadores, determinação de morte encefálica, manutenção clínica do potencial doador, Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e Comunicação em Situações Críticas (CSC).

Entre os 2.534 participantes até agosto estão 933 médicos — 473 receberam treinamento específico para determinação de morte encefálica — e profissionais como enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, além de um nutricionista e um pedagogo.

Foram realizados 73 cursos em 23 módulos com atividades em 25 estados; ainda restam oito treinamentos previstos até o encerramento do projeto, incluindo eventos neste mês em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC).

Dificuldades citadas pelas famílias para autorizar doações incluem incompreensão ou não aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança no processo e desconhecimento da vontade manifestada em vida pelo parente.

"Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão", disse Cristiano Franke, ressaltando a necessidade de diálogo claro e manutenção rigorosa do potencial doador.

45% — taxa média de recusa familiar à doação de órgãos no Brasil

2.534 — profissionais capacitados entre set/2025 e ago/2026

2.000 — meta inicial de participantes (superada em 25%)

933 — médicos participantes

473 — médicos treinados em determinação de morte encefálica

73 — cursos realizados

25 — estados com atividades realizadas

8 — treinamentos ainda previstos