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“Terapia é direito, não é favor!”: atos em Cachoeirinha e Gravataí na segunda (21)

Famílias, profissionais e Promotoras dos Direitos das Famílias Atípicas se concentram às 14h em frente ao MPRS para cobrar acesso e continuidade de terapias

Redação POLITICA.RS17 de set. de 2026 · 22h030 acessos📲 Enviar no WhatsApp
“Terapia é direito, não é favor!”: atos em Cachoeirinha e Gravataí na segunda (21)
Reprodução: seguinte.inf.br

Famílias de pessoas com deficiência, profissionais e Promotoras dos Direitos das Famílias Atípicas (PDAs) farão mobilização estadual nesta segunda (21) às 14h em frente às sedes do Ministério Público do Rio Grande do Sul em Cachoeirinha e Gravataí.

A mobilização pode levar ao encaminhamento de demandas aos órgãos de controle por falta de acesso contínuo a terapias, com pedidos de ações coletivas em vez de judicialização individual.

O ato é organizado pelo Balcão de Direitos das Famílias Atípicas RS, da Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD), e usará o lema “Terapia é direito, não é favor!”.

As famílias reclamam de dificuldades no acesso a serviços públicos e privados de saúde para autistas, pessoas com deficiência, síndromes, doenças raras e outras neurodivergências, citando impacto também em educação e assistência social.

Em Cachoeirinha, relatos envolvem o TEAcolhe com limites etários e oferta parcial de terapias; a organização registra lista de espera superior a 600 pessoas.

Em Gravataí, a concentração será às 14h em frente à sede do Ministério Público; o local foi escolhido por seu papel na defesa de direitos e fiscalização de políticas públicas.

Outras cidades com atos são Porto Alegre, Pelotas, Alvorada, Bagé, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, Santana do Livramento, Novo Hamburgo, Santa Maria, Sapucaia do Sul e Caxias do Sul.

Relatos locais incluem esperas de três a cinco anos em Bagé; risco de interrupção de atendimentos em Pelotas a partir de 2027 para pessoas não matriculadas na rede municipal; problemas no GERCON em Alvorada; e encaminhamentos ou terapias insuficientes em Santa Maria.

As reivindicações vão além das terapias: acesso rápido e contínuo às terapias, respeito a prescrições e laudos, fornecimento de medicamentos pelo SUS, equipamentos assistivos, transparência nos fluxos do TEAcolhe e GERCON, continuidade independente da idade ou escolaridade, ampliação de monitores nas escolas, atendimento a adolescentes e adultos autistas, criação de centros de referência, políticas de moradia assistida e fortalecimento dos órgãos de controle.

“A proposta da mobilização partiu das PDAs do projeto e tem por objetivo transformar relatos individuais em uma agenda pública de reivindicações”, disse Aline Kerber, coordenadora do Balcão de Direitos das Famílias Atípicas RS.

A organização orienta uso de roupas pretas, roxas ou camisetas das PDAs, levar cartazes com demandas específicas, e não divulgar imagens de crianças e adolescentes nas redes para preservar privacidade e direitos do ECA.

mais de 600 pessoas — lista de espera relatada pelo Balcão de Direitos das Famílias Atípicas RS

3 a 5 anos — esperas relatadas por famílias em Bagé

14h, segunda (21) — horário da concentração em Cachoeirinha e Gravataí

2027 — possível data de interrupção de atendimentos em Pelotas para quem sair da rede municipal

Participantes esperam apresentar demandas sobre saúde, educação inclusiva e assistência e cobrar maior atuação dos órgãos de controle.