UFSC propõe comitê independente para mediar conflitos na Moradia Estudantil
Proposta apresentada em 17 de setembro prevê grupo plural para ouvir moradores e analisar questões jurídicas e sociais de 150 estudantes

A UFSC apresentou, nesta quinta-feira, 17 de setembro, proposta para criar comitê independente de mediação sobre a Moradia Estudantil.
A instalação do comitê depende da concordância dos moradores e será analisada na próxima assembleia da casa.
A reunião ocorreu na Sala dos Conselhos e teve a presença do reitor Amir de Oliveira; do procurador-chefe Juliano Scherner Rossi; do secretário Luiz Henrique Urquhart Cademartori; do assessor Carlos Alberto Marques; da chefe de Gabinete Cátia de Carvalho Pinto; do diretor-geral Pedro Manique; da pró-reitora Silvia Lopes de Sena Taglialenha; da advogada e doutoranda Bruna Borges; e da professora Jéssica Gonçalves Formigheri.
A Moradia Estudantil abriga atualmente 150 estudantes; a proposta visa mediar questões jurídicas, sociais e humanas e promover diálogo entre moradores e instituição.
Jéssica Formigheri detalhou que o comitê seria interdisciplinar, com professores, assistentes sociais, psicólogos e possivelmente um mediador externo para garantir independência e representatividade.
Foram identificados dois eixos iniciais: um jurídico, sobre a validade de uma assembleia estudantil que será avaliada pela Procuradoria Federal junto à UFSC; e outro social, com demandas que exigem acompanhamento especializado.
O reitor Amir de Oliveira destacou a responsabilidade institucional de acolher estudantes vulneráveis, reconheceu falta de vagas e estrutura suficientes e afirmou que "Cada pessoa importa" como princípio orientador.
150 — número de estudantes que vivem atualmente na Moradia Estudantil
A Reitoria deverá formalizar a proposta e encaminhá-la aos moradores; a decisão final sairá da próxima assembleia da Moradia Estudantil.