66% dos pequenos negócios apoiam proibição das bets, mostra pesquisa
Estudo do Sebrae ouviu 1.028 empresas e associa proibição (MP 1.394/2026) à saída de sites em 6 de outubro.

66% dos micro e pequenos negócios brasileiros apoiam a proibição das apostas on-line (57% totalmente, 8,8% parcialmente).
A proibição prevista na MP 1.394/2026 fez sites e aplicativos de apostas saírem do ar em todo o país em 6 de outubro.
O estudo do Sebrae ouviu 1.028 respondentes: 56% microempresas (ME), 22,5% microempreendedores individuais (MEI) e 21,5% empresas de pequeno porte (EPP); setores: Serviços 53%, Comércio 29%, Indústria/Construção 12,5% e Agronegócio 3%; regionalmente: Sudeste 55%, Sul 22%, Nordeste 14%, Centro-Oeste 6% e Norte 3%.
Nos últimos 12 meses, 26% dos empresários relataram redução de faturamento associada às apostas virtuais; 23% não souberam avaliar, 51% não identificaram efeito direto e 0,2% registraram ganho com o segmento.
A perda do poder de compra foi citada por 33% dos entrevistados; 18% apontaram aumento da inadimplência, 11,5% mais procura por parcelamento ou fiado e 10% troca por produtos mais baratos.
Entre empresas com funcionários, 40% relataram impacto nas equipes, com relatos de endividamento, pedidos de adiantamento salarial, apostas no expediente, noites mal dormidas e queda de produtividade.
Sobre expectativas após a proibição, 38% esperam aumento do faturamento, 42% apostam em vendas iguais e 0,6% preveem queda; a nota média do impacto positivo na economia local foi 6, com 24% atribuindo nota máxima.
"As bets trouxeram uma lesão profunda na vida de milhões de famílias brasileiras", afirmou Décio Lima, presidente do Sebrae, ao defender recuperação do consumo e do comércio local.
Próximo passo: a proibição já está em vigor pela MP 1.394/2026; o setor acompanha a recuperação das vendas nos próximos meses.