Acordo ALAS abre céu do Brasil a aéreas estrangeiras
Brasil, Argentina, Chile e Paraguai aprovam 7ª Liberdade do Ar e criam grupo com prazo de 12 meses para propostas

O Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (ALAS) abre o espaço aéreo brasileiro para companhias estrangeiras expandirem operações com origem, destino ou passagem pelo país.
O ALAS criou um grupo de trabalho das autoridades de aviação com prazo de até 12 meses para apresentar propostas de implementação gradual do chamado Céu Único Sul-Americano.
O ministro Tomé França, de Portos e Aeroportos, disse que a primeira etapa é a 7ª Liberdade do Ar, que permite voos entre outros países sem origem ou destino no país de registro da empresa.
Na prática, uma companhia argentina poderá operar trechos entre Brasil e Chile sem ter origem ou destino na Argentina.
Etapas seguintes discutem cabotagem, o que permitiria a uma aérea estrangeira transportar passageiros em trechos domésticos dentro de outro país; o ministro citou como exemplo um voo de Assunção para São Paulo com conexão em Brasília.
O governo autorizou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a avançar em acordos de liberdade aérea não só com países sul-americanos, mas também com outras nações.
"Precisamos voar muito mais. Voar mais e dar mais competitividade, mas também dar sustentabilidade para quem já opera no Brasil", afirmou Tomé França.
Os próximos passos incluem negociar a 8ª e a 9ª Liberdade do Ar, que correspondem a voos domésticos e exigirão reciprocidade e padrões regulatórios mais altos.