AGU: decisão de Fachin restaura ordem e preserva prerrogativa presidencial
Fachin suspendeu decisões sobre a direção da Polícia Federal e centralizou a análise no STF.

A Advocacia-Geral da União afirmou que a decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, restabelece a ordem administrativa e preserva uma atribuição do presidente da República.
Fachin suspendeu as medidas sobre a direção da Polícia Federal e concentrou a análise do caso na presidência do Supremo.
O ministro Mendonça havia afastado preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada; o governador Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados.
A AGU — responsável pelo pedido que levou Fachin a suspender a decisão de Mendonça — argumentou que a ação de Mendonça atingia competência do presidente e poderia prejudicar o funcionamento da PF.
A Advocacia-Geral disse ter recebido a medida de Fachin com "satisfação, respeito e esperança" e afirmou que optou pelo diálogo institucional desde o início.
O Ministério da Justiça declarou ter "a mais absoluta confiança nas instituições" e afirmou que a Polícia Federal deve prosseguir as investigações com independência, rigor técnico e "sem exceções".
48 horas — prazo dado por Fachin para que Andrei Rodrigues apresente informações antes de decisão sobre sua permanência.
Cabe agora ao presidente do STF decidir, após o prazo dado a Andrei, se ele permanece no comando da Polícia Federal.