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América Latina terá 138 milhões de idosos até 2050, diz projeção

Região já tinha 68 milhões de pessoas com 65+ em 2024; países adotam políticas distintas para renda, saúde e cuidados.

Redação POLITICA.SP12 de set. de 2026 · 17h316 acessos📲 Enviar no WhatsApp
América Latina terá 138 milhões de idosos até 2050, diz projeção
Reprodução: www.gizmodo.com.br

Em 2024 havia cerca de 68 milhões de pessoas com 65 anos ou mais na América Latina, equivalente a 10,2% da população.

A Cepal projeta 82 milhões de pessoas com 65+ em 2030 e 138 milhões em 2050, quando serão 18,9% da população regional; a proporção de 80+ entre os 60+ deve subir de 13,3% em 2025 para 20,3% em 2050.

Chile, Cuba, Costa Rica, Uruguai e Argentina estão entre as sociedades mais envelhecidas; Brasil e México aparecem em situação intermediária; Haiti e parte da América Central e do Caribe mantêm populações mais jovens.

Países adotam respostas distintas: Costa Rica criou em 2002 um imposto sobre derivados do tabaco para financiar saúde e estabeleceu um sistema de cuidados em 2022; Colômbia opera o programa Colombia Mayor com transferências de renda; Chile desenvolveu pensões solidárias; Uruguai ampliou recursos para políticas de assistência; Argentina tem o PAMI; México paga a Pensión para el Bienestar de las Personas Adultas Mayores e opera o programa Salud Casa por Casa; Bolívia implementou renda universal para idosos; Cuba aposta em recursos humanos e serviços públicos.

Especialistas observam que desigualdades ao longo da vida—trabalho precário, menos acesso à saúde preventiva e interrupções salariais—reforçam aposentadorias menores e pior qualidade de vida na velhice.

Em 2025, mulheres representavam quase 57% das pessoas com mais de 65 anos e 61% das com mais de 80 anos na região; especialistas descrevem isso como feminização do envelhecimento, da pobreza e dos cuidados.

Desde 2015 existe a Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos; até agora 13 países latino-americanos ratificaram o acordo.

Pesquisadoras alertam para cortes e revisões recentes em programas a favor dos idosos: mudanças no Uruguai, cancelamentos ou restrições na Argentina, anúncios de cortes no Chile e questionamentos na Costa Rica, ocorrendo enquanto a demanda tende a crescer.

68 milhões — pessoas com 65+ na região, em 2024

82 milhões — projeção de 65+ para 2030

138 milhões (18,9%) — projeção de 65+ para 2050

13,3% → 20,3% — participação de 80+ entre os 60+, de 2025 a 2050

Governos que ainda estão no início da transição demográfica podem aprender com países que envelheceram primeiro; especialistas defendem investimento em saúde preventiva, sistemas de cuidados de longo prazo e políticas de renda para garantir envelhecimento com dignidade.