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Anac proíbe passageiros indisciplinados; multa chega a R$ 17,5 mil

Resolução nº 800 entrou em vigor nesta segunda (14/9) e prevê também impedimento de voar por até 12 meses

Redação POLITICA.SP14 de set. de 2026 · 20h011 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Anac proíbe passageiros indisciplinados; multa chega a R$ 17,5 mil
Reprodução: www.metropoles.com

A Anac publicou nesta segunda-feira (14/9) a Resolução nº 800, que estabelece punições para passageiros indisciplinados em aeroportos e aeronaves.

A norma prevê multas de até R$ 17.500 e impedimento de embarque em voos domésticos por até 12 meses, conforme a gravidade da conduta.

A resolução divide condutas em três níveis: leve, grave e gravíssima, e vai de orientação ao passageiro até encerramento obrigatório do contrato de transporte pela companhia aérea.

Casos classificados como graves recebem multa de R$ 17.500, encerramento do contrato de transporte e possível inclusão na “No-Fly List” por até 12 meses, com direito a reembolso dos voos contratados no período de suspensão.

Indisciplina em solo inclui não seguir orientações de segurança, violência ou ameaça a pessoas, dano a estruturas aeroportuárias e condução de explosivos ou armas proibidas.

Indisciplina a bordo inclui uso proibido de dispositivos eletrônicos, atos obscenos, agressões verbais, subtração de objetos e recusa em seguir instruções de segurança da tripulação.

Condutas graves listadas incluem violência física contra funcionários ou passageiros, fumar a bordo e falsa comunicação sobre explosivos ou armas dentro da aeronave.

Condutas gravíssimas passíveis de suspensão de voos por um ano incluem danificar dispositivos de segurança que impeçam o serviço, acessar a cabine de comando sem autorização e tentativa ilegal de tomar controle da aeronave.

"Agora, sendo grave ou gravíssimo, a companhia não tem mais obrigação de levá-lo ao destino final", afirmou Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, durante a coletiva em Brasília.

Juliano Noman, CEO da Abear, afirmou na coletiva que a Anac vem exercer papel regulador e fiscalizador para garantir a segurança de quem está a bordo e de quem trabalha no setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou na coletiva que uma ocorrência isolada pode provocar prejuízos em cascata, como adiamento ou cancelamento de voos.