Atividade econômica recua 0,2% em julho, aponta IBC‑Br do Banco Central
É o segundo mês seguido de queda, mas a perda foi menor que a de junho (-0,9%).

A atividade econômica brasileira caiu 0,2% em julho, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC‑Br) do Banco Central.
Foi o segundo mês consecutivo de retração; a queda de julho é menor que a de junho, quando o IBC‑Br recuou 0,9%.
A agropecuária teve a maior contribuição negativa, com recuo de 1,2%; a indústria caiu 0,4%; o setor de serviços registrou estabilidade.
Na comparação anual sem ajuste sazonal, o IBC‑Br avançou 1,1% em julho; o indicador subiu 1,5% no acumulado do ano e também 1,5% nos 12 meses encerrados em julho.
Em ata de reunião recente, o Banco Central afirmou que o "hiato do produto" permanece positivo e que a desaceleração faz parte da estratégia para conter pressões inflacionárias.
Em ano eleitoral, o governo vem adotando medidas como isenção de imposto de renda para faixas específicas, liberação de recursos do FGTS e oferta de linhas de crédito mais acessíveis.
A equipe econômica reconhece que essas iniciativas podem tornar o controle da inflação mais difícil.
O mercado projeta expansão da economia em torno de 1,89% para 2026.
O IBC‑Br é uma estimativa mensal de atividade e difere metodologicamente do PIB oficial do IBGE: inclui agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera o lado da demanda.
O Banco Central usa o IBC‑Br como referência para embasar decisões sobre a taxa básica de juros.