Aves podem voltar a exportar à UE antes da carne bovina
Governo busca relistar o Brasil como fornecedor ainda neste semestre; reabertura será gradual por setor

O governo busca relistar o Brasil como fornecedor de produtos de origem animal à União Europeia ainda neste semestre.
A avicultura deve retomar embarques antes da pecuária bovina devido ao ciclo produtivo mais curto das aves, diz o ministro André de Paula.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Presidência conduzem as tratativas para a relistagem institucional e a reabertura por setores.
O ciclo de produção das aves é de aproximadamente 45 dias, o que permite comprovar cumprimento de normas sobre antimicrobianos mais rápido que na bovinocultura.
A prioridade é obter a relistagem institucional; depois, o fornecimento de carne bovina, aves, pescados, mel e ovos será reestabelecido gradualmente conforme cada setor se alinhar.
A União Europeia retirou o Brasil da lista de fornecedores autorizados em maio de 2026; a aplicação efetiva das restrições pelo Comitê Europeu está marcada para 3 de setembro de 2026.
O governo alerta que entre 10 e 18 países usam padrões sanitários espelhados na UE e podem replicar as restrições caso o impasse persista.
"A carne bovina não dá para reverter no prazo porque o ciclo do boi é muito maior", declarou o ministro André de Paula, ressaltando que o ciclo de 45 dias das aves permite retorno rápido ao mercado europeu.
45 dias — ciclo de produção das aves
10–18 — países que podem replicar padrões da UE
maio de 2026 — data da retirada do Brasil da lista da UE
3 de setembro de 2026 — data prevista para aplicação das restrições pelo Comitê Europeu
O próximo passo é obter a relistagem institucional neste semestre; depois haverá autorização setorial e reabertura gradual das exportações.