Brasil compensou parte das perdas com EUA com outros parceiros, diz ministro
Exportações aos EUA caíram 13% no 1º semestre; comércio com 57 países avançou 10,5%.

O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil compensou parte das exportações perdidas para os Estados Unidos com outros parceiros comerciais.
As exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 13% no 1º semestre de 2026, para US$ 17,4 bilhões, enquanto o governo diz ter ampliado em 10,5% o comércio exterior com 57 países no mesmo período.
Rosa disse que a recomposição não veio só da aproximação com a China, mas também de mercados como Vietnã, Indonésia e outros países asiáticos e sul-americanos.
O ministro relacionou a diversificação ao enfraquecimento do sistema multilateral de comércio e afirmou que a OMC “nunca fez tanta falta” quanto agora.
Rosa criticou a imposição de tarifas e barreiras comerciais consideradas injustificadas e afirmou que o comércio internacional caminha para reorganização em blocos, citando Mercosul-União Europeia e Mercosul-Singapura.
Sobre minerais críticos, Rosa afirmou que o Brasil tem a 2ª maior reserva conhecida, mas ainda não consegue industrializar esses recursos nem dominar toda a cadeia hoje concentrada na China e nos Estados Unidos.
O ministro defendeu buscar parceiros internacionais sem limitar minerais críticos à exportação de commodities e disse que acordos podem ser firmados tanto com a China quanto com os Estados Unidos.
Rosa pediu que a política para minerais críticos seja tratada como política de Estado, com previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade para atrair investimentos de longo prazo.
O ministro falou no seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, realizado nesta 2ª feira (14.set.2026) na Casa Fasano, em São Paulo, com ministros, representantes da campanha de Flávio Bolsonaro, congressistas e empresários.
Participaram do evento, entre outros, os ministros Dario Durigan (Fazenda), Esther Dweck (Gestão) e Vinicius de Carvalho (CGU), além de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Carlos Vieira, presidente da Caixa.