Brasil condena construção de 1.234 casas na área E1 da Cisjordânia
Itamaraty pede suspensão imediata e reafirma compromisso com a solução de dois Estados

O Brasil condenou nos “mais fortes termos” a construção de 1.234 unidades habitacionais no setor E1, entre Jerusalém Oriental e Jericó, na Cisjordânia ocupada.
O Itamaraty pediu que Israel suspenda imediatamente o projeto de construção do assentamento E1 e abstenha-se de ações unilaterais que equivalham à anexação do território palestino.
O comunicado reafirmou o compromisso do Brasil com a solução de dois Estados e afirmou que o projeto ameaça a continuidade territorial do Estado da Palestina.
Israel já abriu licitação para as 1.234 unidades, parte do plano para criar o corredor contínuo E1 entre Jerusalém Oriental e o assentamento Ma’ale Adumim, a cerca de 7 km a leste de Jerusalém.
A medida dificultaria a circulação de palestinos entre o norte e o sul da Cisjordânia e isolaria comunidades, prejudicando a ligação de Jerusalém Oriental com o restante do território ocupado.
O texto do governo lembrou que o estabelecimento de assentamentos no território palestino ocupado é violação do direito internacional, citando a Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos descreveu o projeto E1 como uma “medida grave e ilegal para consolidar a anexação”, e o secretário-geral da ONU afirmou que a construção viola o direito internacional.
1.234 — unidades habitacionais licitadas
7 km — distância aproximada entre Jerusalém e Ma’ale Adumim
2334 (2016) — resolução do Conselho de Segurança citada
“O Brasil insta Israel a suspender imediatamente o projeto de construção do assentamento E1”, diz o comunicado do Itamaraty.