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Brasil tem 83,9 milhões de inadimplentes; economista da Serasa evita afirmar pior momento

Número recorde cresce desde janeiro de 2025 e saldo negativado supera R$ 500 bilhões — melhora depende de juros e política fiscal.

Redação POLITICA.SP15 de set. de 2026 · 20h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Brasil tem 83,9 milhões de inadimplentes; economista da Serasa evita afirmar pior momento
Wilfredor (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons

Brasil registra 83,9 milhões de inadimplentes, 51% da população adulta, contra 40% há dez anos.

O total de dívidas negativadas na base da Serasa Experian supera R$ 500 bilhões, e recordes são batidos desde janeiro de 2025.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, diz que ainda não dá para afirmar que a inadimplência atingiu o pior momento.

Abdelmalack falou no podcast Radar Eleitoral sobre a pressão de juros de longo prazo elevados e a perspectiva de desaceleração econômica.

Entre os inadimplentes mapeados pela Serasa, 78% recebem até dois salários mínimos e 48% recebem até um salário mínimo.

A dívida média por inadimplente fica entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, com média de quatro dívidas por pessoa e ticket médio próximo de um salário mínimo.

Mesmo com projeção da Selic em torno de 12% para 2027 no boletim Focus, Abdelmalack afirma que isso não basta para mudar a dinâmica do crédito.

Ela aponta que o prêmio de risco elevado decorre de falta de sinalização da política fiscal, elevando custo para governo, empresas e famílias.

83,9 milhões — número de brasileiros inadimplentes

51% — fatia da população adulta inadimplente

R$ 500 bilhões — saldo negativado na Serasa Experian

78% — inadimplentes que recebem até dois salários mínimos

R$ 6–7 mil — dívida média por inadimplente

"A gente não pode tratar a inadimplência só pela ótica da taxa Selic", disse Camila Abdelmalack no podcast Radar Eleitoral.

A economista espera maior clareza sobre coordenação entre política fiscal e monetária no período pós-eleitoral.