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Caixa chega a R$ 1 trilhão em crédito imobiliário no 2º trimestre

Marca foi anunciada em coletiva nesta quinta (27); carteira cresceu 15% em 12 meses.

Redação POLITICA.SP27 de ago. de 2026 · 21h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Caixa chega a R$ 1 trilhão em crédito imobiliário no 2º trimestre
Túllio F (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons

A Caixa Econômica Federal atingiu R$ 1 trilhão em crédito imobiliário na carteira no balanço do segundo trimestre de 2026.

O banco projeta continuar expandindo a carteira, com foco na habitação social, e diz ter responsabilidade de executar o orçamento disponível para esse fim.

O anúncio foi feito em coletiva nesta quinta-feira (27) com o presidente Carlos Antônio Vieira Fernandes presente; o valor representa alta de 15% em relação a junho de 2025.

Do total de R$ 1 trilhão, R$ 618 bilhões correspondem a habitação social, aumento de 18,3% sobre 2025, e R$ 387 bilhões vêm de recursos livres e da poupança da Caixa.

O crédito imobiliário contratado alcançou R$ 137,6 bilhões no período, alta de 29,3%; os recursos próprios da Caixa subiram 55,6%, totalizando R$ 52,3 bilhões.

O presidente Carlos Fernandes atribuiu a expansão, entre outros fatores, à redução da inadimplência e declarou: "Por dia, a Caixa coloca R$ 1 bilhão na economia brasileira só em habitação."

O vice-presidente de Finanças e Controladoria, Marcos Brasiliano Rosa, afirmou que a carteira total cresceu quase 12% e está "bem estruturada em relação ao seu risco"; Rosa também disse: "Na habitação social, o que tiver de orçamento, a Caixa tem a responsabilidade de executar."

A mudança na política de compulsórios do governo federal foi apontada como fator-chave: antes, 65% dos recursos da poupança eram obrigatoriamente direcionados ao crédito imobiliário, 15% podiam ir a operações mais rentáveis e 20% ficavam retidos pelo BC; a nova regra permite uso livre dos recursos, desde que seja destinado montante equivalente ao crédito imobiliário.

A instituição não detalhou como garantirá a sustentabilidade do crescimento diante das mudanças regulatórias recentes, deixando lacunas sobre planos de contingência.