Justiça

Câmara de Rafard rejeita por unanimidade PLC 15/2026 sobre vale de R$835,81

Projeto enviado nove dias após decisão do TJ-SP que derrubou a lei da cesta básica não teve votos favoráveis na sessão extraordinária de sexta (4).

PRedação Política.SP6 de set. de 2026, 08h33· 19 acessos
Câmara de Rafard rejeita por unanimidade PLC 15/2026 sobre vale de R$835,81
Reprodução: www.jornalosemanario.com.br

Câmara de Rafard rejeitou por unanimidade, na sexta (4), o Projeto de Lei Complementar nº 15/2026 que criava um vale-alimentação de R$ 835,81.

Com a rejeição, servidores ativos ficam sem substituto imediato para a cesta básica cuja lei foi declarada inconstitucional pelo Órgão Especial do TJ-SP em 26 de agosto.

A decisão do TJ-SP declarou inconstitucional a Lei Municipal nº 1.188/2003 e alterações posteriores, que previa cesta básica mensal — depois também oferecida por cartão alimentação — a servidores ativos e inativos.

O Tribunal considerou inconstitucional a concessão do benefício como prêmio por assiduidade e também afastou a extensão do benefício a aposentados e pensionistas.

O prefeito Fabinho Santos anunciou que a Prefeitura elaboraria nova legislação em regime de urgência para evitar prejuízos aos servidores em atividade, e encaminhou o PLC 15/2026 à Câmara nove dias após a decisão judicial.

O PLC 15/2026 previa um vale-alimentação de natureza indenizatória apenas para servidores públicos municipais ativos em efetivo exercício e revogava a legislação anterior.

Vereadores questionaram o valor de R$ 835,81 e se todos os servidores receberiam essa quantia, além da referência de 22 dias úteis para cálculo proporcional, o que complica jornadas 12×36.

O vereador Renan Mataveli apontou problema na expressão "efetivo exercício" e no pagamento proporcional aos dias trabalhados; o presidente da Câmara, Nivaldo Ap. Lourenço (Sopa), citou ausência de solução para situações funcionais diversas.

Durante a sessão, foi relatado que seis professores poderiam receber o benefício em duplicidade por terem prestado dois concursos públicos; também faltou previsão para temporários, agentes comunitários de saúde e motoristas que recebem diárias.

A sessão foi extraordinária, o que impediu apresentação de emendas ou pedido de vista, e isso pesou contra a aprovação imediata do texto.

A vereadora Jennifer Ferraz criticou a demora do Executivo no encaminhamento e afirmou que "os vereadores acabaram recebendo a pressão para solucionar, em poucos dias, um problema provocado pela decisão judicial".

O vereador Emerson Ferreira criticou dispositivos que impedem vinculação automática do benefício a índices como IPCA, INPC e IGP-M, o que deixaria reajustes a critério político do Executivo.

A própria decisão do TJ-SP também considerou inconstitucional a regra municipal que vinculava reajuste da cesta básica ao IGP-M e, subsidiariamente, ao IPCA, com base na Súmula Vinculante nº 42 do STF.

Os vereadores interpretaram que o Artigo 13 do projeto impediria pagamento integral imediato, afetando o benefício de agosto e impedindo pagamento integral em setembro; o efeito de 100% ocorreria apenas posteriormente.

Com a rejeição unânime, os vereadores defenderam que o projeto retorne ao Executivo para revisão jurídica e inclusão das situações omitidas antes de nova votação.

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