Candidatos registram patrimônios absurdos por erro de digitação nas declarações ao TSE
Pelo menos cinco candidaturas apresentam valores inflados — alguns já corrigidos, outros aguardam retificação na Justiça Eleitoral.

Pablo Marçal (PRTB) declarou R$ 7,4 bilhões, pediu correção e o TSE já registra R$ 149,9 milhões.
Maria Lúcia Soares Viana (PSol-TO) figurou com R$ 2,07 bilhões, incluindo um Toyota Etios por R$ 35 milhões e uma Fiat Strada por R$ 15 milhões; o patrimônio retificado deve ficar em torno de R$ 2 milhões.
Georgia Micheletti (PSDB-AC), candidata a deputada estadual pelo Acre, declarou R$ 1,2 bilhão, com uma casa registrada a R$ 1,1 bilhão — o PSDB diz que o imóvel vale R$ 1,1 milhão e pediu correção; no TSE ainda consta o valor bilionário.
André Silva (MDB-AL), candidato a deputado estadual em Alagoas, declarou R$ 548 milhões em participações societárias; o diretório do MDB de Alagoas já solicitou correção.
Alvamiro Alves Branco (PDT-MG), candidato a deputado estadual em Minas, declarou uma casa em Ibirité por R$ 400 milhões; o diretório mineiro confirmou que o imóvel vale R$ 400 mil e pediu retificação.
Candidatos, partidos ou coligações têm prazo de três dias para corrigir falhas na declaração de bens após intimação da Justiça Eleitoral.
"Omissões ou falhas não geram, por si só, a cassação ou responsabilização criminal automática", disse a advogada Joacinara Jansen, especialista em direito eleitoral; a Justiça Eleitoral pode abrir diligências caso identifique inconsistências relevantes.
Várias das correções já foram solicitadas pelos partidos, e o próximo passo é a análise e eventual retificação dos registros pelo TSE dentro do prazo processual.