Candidaturas periféricas pedem fim da escala 6×1 e direitos para informais em SP
PSOL apresenta redução da jornada sem cortar salários, piso para entregas e regularização do trabalho informal; MDB e PC do B não responderam

Candidaturas periféricas na disputa por vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo defendem o fim da escala 6×1 e direitos para trabalhadores informais.
As propostas incluem redução da jornada sem perda salarial, linhas de crédito a juros baixos e regras específicas para trabalhadores de aplicativos, com valores de piso e obrigatoriedade de pontos de apoio.
Quem participa: Meg Do Brás (PSOL) e Júnior Freitas (PSOL) são candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo; Aline Torres (MDB) e Keila Pereira (PC do B) não responderam até o fechamento da reportagem.
Júnior Freitas propõe reduzir a jornada mantendo salário, acabar com a escala 6×1 e criar seguridade social para informais com fundo de proteção e pontos de apoio obrigatórios no estado.
Meg Do Brás relaciona jornada menor à produtividade e à saúde, e propõe redução de impostos, linhas de crédito com carência, cadastramento em massa de ambulantes, crédito para comerciantes e formação em empreendedorismo.
Na regulamentação de aplicativos, Júnior, que é entregador, pede participação da categoria na lei, tarifa mínima, seguro contra acidentes, pontos com banheiro e água e transparência nos algoritmos.
Júnior propõe piso de R$ 10 por entrega até 4 km e adicional de R$ 2,50 por quilômetro extra, com custo a cargo das plataformas.
Meg quer permitir que motoristas de aplicativo usem corredores de ônibus, flexibilizar fiscalização em embarques e desembarques e criar linhas de crédito para manutenção de veículos.
Ambos defendem apoio a pequenos negócios: menos burocracia, linhas de financiamento específicas para empresas periféricas, incentivo ao consumo local, bancos comunitários e apoio a cooperativas de reciclagem.
Meg propõe aproximar informais de movimentos sociais, dialogar com prefeituras e parlamentares e oferecer cursos de capacitação para juventude em parceria com empresas, com possibilidade de estágio e contratação.
Júnior afirma que sindicatos tradicionais estão distantes da base e pede que se aproximem dos pontos de concentração dos trabalhadores: “O sindicato tem que descer do carro de som e ir para o ponto de concentração ouvir o trabalhador”.
Próximo passo: as candidaturas seguem em campanha para a Alesp; propostas poderão ser apresentadas durante o período eleitoral e em eventuais projetos de lei caso eleitos.