Cármen Lúcia pede desculpas por 'mal-estar cívico' provocado pelo STF
O voto da ministra formou maioria de 4 a 3 para rejeitar a questão de ordem; julgamento foi adiado após pedido de vistas.

Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro por um "mal-estar cívico" que, disse, o STF provocou.
O voto dela, com o de Edson Fachin, formou maioria de 4 a 3 para rejeitar a questão de ordem; o julgamento foi adiado após pedido de vistas.
Na sessão desta terça (15/9), Cármen votou para que a Corte julgue separadamente os relatórios da Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes, sobre mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, e sobre a condução do caso pelo ministro André Mendonça; ela foi a última a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Votaram pela rejeição Edson Fachin, Cármen Lúcia, André Mendonça e Luiz Fux; votaram a favor Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino chegou a indicar que votaria a favor, o que empataria o julgamento em 4 a 4, mas pediu vistas e adiou a decisão.
"Nós mesmos do Supremo, inebriamos o sentimento de justiça do país nos últimos dias", disse Cármen Lúcia em plenário; ela acrescentou: "Peço desculpas ao povo brasileiro que talvez tenha esperado de mim uma posição diferente. Queria poder ter sido melhor em ajudar a acalmar as coisas e não consegui."