Clube de Engenharia pede autonomia da Polícia Federal e transparência eleitoral
Em nota de setembro de 2026, a entidade critica decisões conflitantes do STF e da PF e reclama respeito às competências constitucionais

O Clube de Engenharia do Brasil (CEB) divulgou em setembro de 2026 posicionamento em defesa da soberania, da democracia e da transparência do processo eleitoral.
A entidade afirma que, às vésperas de eleição nacional, a Polícia Federal deve atuar com autonomia, estabilidade e isenção, sem interferências político-partidárias.
O documento cita preocupação com a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu os efeitos das decisões conflitantes relativas ao comando da Polícia Federal e garantiu a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral.
O Clube de Engenharia diz que a medida de Mendonça suscitou controvérsia sobre os limites de atuação dos Poderes e a autonomia da PF.
A entidade pede que conflitos entre os Poderes sejam resolvidos pelos mecanismos previstos na Constituição, com respeito às competências de cada Poder e ao devido processo legal.
O texto também cobra responsabilidade da imprensa durante o período eleitoral, defendendo apuração rigorosa, pluralidade de informações e distinção entre notícia, análise e opinião.
O Clube de Engenharia reafirma defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito, da soberania brasileira e de eleições livres e transparentes, concluindo que "a vontade do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas, deve estar acima de quaisquer interesses políticos, econômicos ou estrangeiros".