Clubes e FPF se mobilizam contra projeto que proíbe publicidade de bets em SP
Projeto da Câmara recebeu parecer favorável da CCJ; clubes citam perda de patrocínios milionários

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e a FPF se mobilizaram contra projeto que proíbe publicidade de casas de apostas em eventos na cidade de São Paulo.
Os clubes recebem cerca de R$ 350 milhões fixos por ano com patrocínios máster; espaços de casas de apostas podem valer R$ 150 milhões anuais, além de bônus.
A CCJ da Câmara Municipal deu parecer favorável ao projeto do vereador João Jorge (MDB) nesta semana; a proposta foi discutida em reunião entre clubes e a federação na sexta-feira, 21.ago.2026.
O projeto proíbe publicidade de bets em eventos realizados no município, independentemente de organizador (público ou privado) ou do local (público ou privado), incluindo placas, faixas e painéis em praças esportivas.
As punições previstas vão de multa de R$ 50.000 à suspensão do direito de realizar eventos por até 2 anos.
Dirigentes afirmam que a proibição restrita à capital colocaria Corinthians, Palmeiras e São Paulo em desvantagem diante de clubes de outras cidades e Estados que manteriam patrocínios de casas de apostas.
Em 2023 o Corinthians recebia R$ 17 milhões anuais de uma farmacêutica como patrocinadora máster; atualmente uma casa de apostas ocupa esse espaço por R$ 150 milhões por ano, além de bônus.
A justificativa do vereador cita “situações de endividamento, conflitos familiares e desestruturação emocional oriundos do vício em apostas”.
Projetos semelhantes tramitam no Congresso Nacional; em 20.ago.2026 o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), assinou decreto proibindo publicidade de casas de apostas em equipamentos estaduais, incluindo espaços concedidos à iniciativa privada, como o Mineirão.
R$ 350 milhões — receita fixa anual aproximada dos três clubes com patrocínios máster
R$ 150 milhões — valor anual pago por uma casa de apostas pelo espaço máster atualmente
R$ 17 milhões — patrocínio anual recebido pelo Corinthians em 2023 de uma farmacêutica
R$ 50.000 — multa mínima prevista no projeto
2 anos — suspensão máxima do direito de realizar eventos prevista no projeto
21.ago.2026 — data da reunião entre clubes e FPF
20.ago.2026 — data do decreto de Minas Gerais assinado por Mateus Simões