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Comissão da Câmara aprova penas mais duras para motoristas alcoolizados

Projeto 3.574/2024 altera o Código de Trânsito: multa maior, suspensão mais longa e reabilitação após cassação em cinco anos

Redação POLITICA.SP22 de ago. de 2026 · 11h025 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Comissão da Câmara aprova penas mais duras para motoristas alcoolizados
Reprodução: www.poder360.com.br

A Comissão de Viação e Transportes aprovou o Projeto de Lei 3.574/2024 que aumenta punições para motoristas alcoolizados.

O texto aprovado é o substitutivo do relator deputado Marcos Tavares (PDT-RJ); o autor do projeto é o ex-deputado Gilvan Maximo (DF).

Se o acidente causar morte, a multa será multiplicada por 50 e o direito de dirigir ficará suspenso por 10 anos.

Se o acidente causar invalidez permanente, a multa será multiplicada por 20 e a suspensão da habilitação será de 5 anos.

A multa será multiplicada por 10 se o motorista for flagrado dirigindo com a habilitação suspensa ou cassada por crime ou infração por embriaguez.

O texto estabelece prazo de cinco anos após a cassação para o motorista solicitar reabilitação da carteira.

O relator retirou do projeto original a obrigação de o motorista pagar diretamente despesas hospitalares e indenizações; o projeto original previa multas multiplicadas por até 100 vezes.

Atualmente, dirigir sob influência de álcool é infração gravíssima: multa multiplicada por 10 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

O Código atual prevê ainda o crime de homicídio culposo qualificado pela embriaguez, com pena de reclusão de 5 a 8 anos, além de suspensão ou proibição de obter habilitação.

A comissão rejeitou o Projeto de Lei 858/2025, que propunha cassação permanente da carteira; o relator citou inconstitucionalidade por caracterizar "pena perpétua".

O projeto 3.574/2024 tramita em caráter conclusivo e seguirá à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; para virar lei precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

"Além de estarmos alinhados com a preocupação de trazer maior rigor para a punição", avaliou o relator Marcos Tavares durante a votação.

Próximo passo: a proposta vai à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para nova análise.