Comunidade terapêutica de Caçapava será despejada nesta quinta (10/09); 50 acolhidos em risco
Há Uma Esperança critica omissão do prefeito Yan Lopes e diz ter pedido apenas prazo, não verba

A Comunidade Terapêutica Há Uma Esperança, em Caçapava, será desocupada nesta quinta (10/09), e cerca de 50 pessoas acolhidas correm risco de ficar sem abrigo.
A instituição pede prazo para transferir os acolhidos e encontrar novo imóvel; a juíza responsável negou nova extensão do prazo, informou o vereador Maicon Goiembiesqui (Republicanos).
A entidade, que funciona há 25 anos em Caçapava, afirma ter atendido aproximadamente 16,8 mil pessoas no período e abriga homens em tratamento contra dependência e pessoas em situação de rua.
A Comunidade relata ter feito repasses de R$ 820 mil a um escritório de advocacia para negociar a compra do terreno; diz ter registrado boletim de ocorrência e aguardado medidas legais após descobrir que a negociação não ocorreu como imaginava.
A carta aberta critica o prefeito Yan Lopes (PODE: recebeu dois convites para visitar a instituição; cancelou uma visita e não permaneceu em reunião subsequente, que ficou apenas com secretários municipais).
A Prefeitura, conforme relato da instituição, afirmou não poder ajudar porque a maioria das pessoas acolhidas não seria munícipe de Caçapava; a comunidade contesta e diz que não pediu dinheiro, apenas tempo.
50 — pessoas acolhidas atualmente na Comunidade Há Uma Esperança
25 anos — tempo de atuação da instituição em Caçapava
16,8 mil — pessoas atendidas ao longo das atividades
R$ 820 mil — valores repassados pela comunidade a escritório para negociação do terreno
"A Comunidade não pediu privilégio. Não pediu dinheiro. Pediu tempo", diz trecho da carta aberta dirigido ao prefeito Yan Lopes.
A próxima etapa é a desocupação do imóvel prevista para esta quinta (10/09), sem prazo adicional concedido pela Justiça.