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Coordenador de Caiado chama emendas de "extravagância fiscal" e detalha ajuste

Roberto Brant diz que o primeiro ato será enviar PEC para limitar temporariamente o crescimento das despesas primárias.

Redação POLITICA.SP26 de ago. de 2026 · 05h053 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Coordenador de Caiado chama emendas de "extravagância fiscal" e detalha ajuste
Reprodução: www.poder360.com.br

Roberto Brant, coordenador do plano de Ronaldo Caiado (PSD), chamou as emendas parlamentares de "uma extravagância fiscal e uma imoralidade pública".

Brant afirmou que o primeiro ato do governo seria enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para criar um regime temporário que limite o crescimento das despesas primárias do governo central a metade ou 60% do crescimento do Produto Interno Bruto.

Ele disse que a estratégia é atingir o equilíbrio fiscal já no 1º ano de governo e que o plano prevê superavit de 0,5% do PIB em 2028, 1% em 2029 e 1,5% em 2030.

Brant citou ainda que o governo terá de enfrentar supersalários do Judiciário e do Ministério Público e que o ajuste exigirá negociação com o Congresso e uma "concertação entre os Poderes".

R$ 70 bilhões — total aproximado das emendas parlamentares que Brant classificou como extravagância.

R$ 24 bilhões anuais — custo apontado dos supersalários do Judiciário e do Ministério Público.

R$ 17 bilhões por ano — economia estimada com uma desvinculação de benefícios do salário mínimo.

Brant defendeu uma nova reforma da Previdência, dizendo que direitos adquiridos devem ser preservados e que novos trabalhadores poderiam entrar em um modelo diferente, possivelmente de capitalização.

O coordenador informou que o programa inclui reforma política com fim da reeleição e adoção do voto distrital.

Roberto Brant teve cinco mandatos como deputado federal por Minas Gerais (1987–2007), foi um dos fundadores do PSD, serviu como ministro da Previdência e Assistência Social no governo Fernando Henrique Cardoso (2001–2002) e integrou a 1ª Executiva Nacional do PSD como 2º vice-presidente em 2011.