Cruzeiro quer comprar o Mineirão; venda depende de lei e leilão
Governador Mateus Simões diz haver abertura para negociação, mas concessão da Minas Arena vai até 2037.

Cruzeiro perguntou ao governo de Minas sobre comprar o Mineirão, e o governador Mateus Simões afirmou que o Estado aceita discutir a venda.
Uma eventual alienação do estádio exigiria autorização legislativa, avaliação do patrimônio e leilão público com preço mínimo baseado em valor de mercado.
Simões confirmou que representantes da SAF do Cruzeiro levantaram a compra e afirmou que a venda “poderia ser negociada”, mas não está entre as prioridades do governo.
O Mineirão pertence ao Estado e mantém concessão com a Minas Arena válida até 2037; encerrar essa concessão antes pode obrigar o Estado a indenizar a concessionária.
Em 2025, Pedro Lourenço disse que a Minas Arena teria pedido cerca de R$ 300 milhões para transferir os direitos de exploração comercial do estádio — operação diferente da venda do bem.
Um decreto estadual proibiu publicidade de casas de apostas em bens do Estado, atingiu o Mineirão, e a CBF notificou o Cruzeiro, o que reacendeu as discussões sobre a relação do clube com o estádio.
O Cruzeiro e a Minas Arena renovaram o contrato de uso no início de 2026, com validade até o fim de 2030; Pedro Lourenço descartou construir um novo estádio.
O Projeto de Lei 5.968/2026, apresentado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em 12 de agosto, pretende autorizar o Executivo a alienar o Complexo do Mineirão, inclusive a Esplanada.
R$ 300 milhões — valor citado em 2025 pela Minas Arena para transferir direitos de exploração comercial
2037 — término atual da concessão da Minas Arena
2030 — validade do contrato de uso renovado entre Cruzeiro e Minas Arena
12 de agosto — data de apresentação do PL 5.968/2026 na Assembleia
“É o que eles perguntaram: ‘vende o Mineirão para a gente?’ Eu falei: ‘é claro’. O Mineirão não é um bem que não possa ser vendido”, disse o governador Mateus Simões.
O próximo passo é a tramitação do PL 5.968/2026 na Assembleia, seguida de avaliação do patrimônio e, se autorizada a venda, realização de leilão público em que o Cruzeiro teria de competir por lance; por enquanto não há proposta formal.