Municípios

Data center de IA em Campinas só tem alvarás para subestação; licenças ambientais pendem

Empreendimento de 944 mil m² e US$500 milhões promete 400 MW em 2029, mas conselho ambiental pediu suspensão dos licenciamentos

PRedação Política.SP5 de set. de 2026, 15h34· 23 acessos
Data center de IA em Campinas só tem alvarás para subestação; licenças ambientais pendem
Reprodução: g1.globo.com

Data center de IA em Campinas tem apenas alvarás para uma subestação; licenças ambientais para o complexo ainda dependem de processos.

A falta de autorizações ambientais atrasa a obra principal: a subestação deve ser concluída até dezembro de 2027, e o data center completo somente em 2029.

O projeto da Terranova ocupará cerca de 944 mil metros quadrados na margem da Rodovia SP-340, com 115 mil metros quadrados de área construída, e recebeu pedra fundamental em 20 de agosto de 2026.

A Terranova calcula investimento inicial de US$500 milhões e geração de cerca de 3.000 empregos diretos e indiretos; o CEO Mauricio Giusti diz que o complexo poderá chegar a 400 megawatts de capacidade.

A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) registra 1 gigawatt de capacidade comissionada no país; o projeto de Campinas representaria 40% dessa capacidade.

Até agora a Prefeitura autorizou apenas a implantação da subestação, que pertencerá à totalidade da gleba porque o terreno da antiga Fazenda Pau d'Alho não foi dividido em lotes.

A construção do data center exige licenças ambientais que serão avaliadas pela Cetesb; as etapas de ocupação da área serão analisadas conforme diretrizes urbanísticas e ambientais.

Nesta segunda (31), o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema) aprovou resolução pedindo suspensão dos licenciamentos para a subestação e solicitou reunião com o prefeito Dário Saadi (Republicanos).

O Comdema apontou riscos: fracionamento do licenciamento, possível rejeição térmica contínua de até 386 MW no microclima de Barão Geraldo, demanda de até 3,24 milhões de litros diários de água em picos, e alvarás concedidos antes de medidas mitigatórias do EIV.

A Terranova afirmou que "as autorizações obtidas até agora permitem a implantação da subestação de energia", que será transferida à concessionária local e integrará o sistema elétrico da região.

O próximo passo é a avaliação dos pedidos de licença ambiental pela Cetesb e a definição, em reunião com a Prefeitura, sobre eventuais suspensões ou ajustes no licenciamento.

Gostou? Leve essa notícia adiante
WhatsApp

Leia também