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Data center de IA em Campinas só tem alvarás para subestação; licenças ambientais pendem

Empreendimento de 944 mil m² e US$500 milhões promete 400 MW em 2029, mas conselho ambiental pediu suspensão dos licenciamentos

Redação POLITICA.SP5 de set. de 2026 · 15h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Data center de IA em Campinas só tem alvarás para subestação; licenças ambientais pendem
Reprodução: g1.globo.com

Data center de IA em Campinas tem apenas alvarás para uma subestação; licenças ambientais para o complexo ainda dependem de processos.

A falta de autorizações ambientais atrasa a obra principal: a subestação deve ser concluída até dezembro de 2027, e o data center completo somente em 2029.

O projeto da Terranova ocupará cerca de 944 mil metros quadrados na margem da Rodovia SP-340, com 115 mil metros quadrados de área construída, e recebeu pedra fundamental em 20 de agosto de 2026.

A Terranova calcula investimento inicial de US$500 milhões e geração de cerca de 3.000 empregos diretos e indiretos; o CEO Mauricio Giusti diz que o complexo poderá chegar a 400 megawatts de capacidade.

A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) registra 1 gigawatt de capacidade comissionada no país; o projeto de Campinas representaria 40% dessa capacidade.

Até agora a Prefeitura autorizou apenas a implantação da subestação, que pertencerá à totalidade da gleba porque o terreno da antiga Fazenda Pau d'Alho não foi dividido em lotes.

A construção do data center exige licenças ambientais que serão avaliadas pela Cetesb; as etapas de ocupação da área serão analisadas conforme diretrizes urbanísticas e ambientais.

Nesta segunda (31), o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema) aprovou resolução pedindo suspensão dos licenciamentos para a subestação e solicitou reunião com o prefeito Dário Saadi (Republicanos).

O Comdema apontou riscos: fracionamento do licenciamento, possível rejeição térmica contínua de até 386 MW no microclima de Barão Geraldo, demanda de até 3,24 milhões de litros diários de água em picos, e alvarás concedidos antes de medidas mitigatórias do EIV.

A Terranova afirmou que "as autorizações obtidas até agora permitem a implantação da subestação de energia", que será transferida à concessionária local e integrará o sistema elétrico da região.

O próximo passo é a avaliação dos pedidos de licença ambiental pela Cetesb e a definição, em reunião com a Prefeitura, sobre eventuais suspensões ou ajustes no licenciamento.