Data centers nos EUA podem usar mais gás que Japão e Alemanha juntos
BloombergNEF projeta 18 bilhões de pés cúbicos por dia até 2035; empresas e o Brasil debatem liberar o combustível.

Data centers nos EUA poderão queimar 18 bilhões de pés cúbicos de gás natural por dia até 2035, mais que Japão e Alemanha juntos.
Empresas como Meta, Google, Microsoft e Amazon preferem o gás para garantir flexibilidade e fornecimento contínuo.
O estudo da BloombergNEF projeta 18 bilhões de pés cúbicos diários até 2035; o consumo atual combinado do Japão e da Alemanha é cerca de 15 bilhões por dia.
Data centers precisam operar 24 horas para processar dados e ferramentas de inteligência artificial, e por isso empresas constroem usinas termelétricas a gás próprias.
Projetos combinam fontes: o Meitner Energy Center, no Texas, terá 1 GW de potência instalada e juntará termelétrica a gás com solar e eólica.
No Brasil, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) foi sancionado após mudança no Senado que substituiu exigência de 100% por fontes limpas por critérios de "baixa emissão", abrindo espaço para gás natural.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende o uso do gás e citou que os EUA desenvolvem 6,5 GW de geração termelétrica a gás para a demanda tecnológica.
O Ministério de Minas e Energia atua com outras pastas para que a portaria interministerial autorize formalmente o gás no Redata.
Críticos afirmam que incluir fontes não renováveis contraria metas de descarbonização, já que a queima de gás natural emite gases do efeito estufa.