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Desoneração da proteína animal eleva emissões em 1,7% e pode perder vantagem na UE

Redução de impostos a partir de 2027 favorece frigoríficos como JBS, Marfrig e BRF; CBAM de 2026 pode cobrar carbono sobre carnes importadas.

Redação POLITICA.SP20 de ago. de 2026 · 11h332 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Desoneração da proteína animal eleva emissões em 1,7% e pode perder vantagem na UE
Reprodução: agrimidia.com.br

A reforma tributária reduzirá impostos sobre proteína animal a partir de 2027, gerando aumento de 1,7% nas emissões de gases de efeito estufa na economia.

A entrada em vigor do mecanismo de carbono de fronteira europeu (CBAM) prevista para 2026 pode neutralizar parte do ganho competitivo da desoneração, ao taxar o carbono de carnes brasileiras importadas pela UE.

A desoneração corta alíquotas sobre proteína animal e beneficia diretamente frigoríficos JBS, Marfrig e BRF, além de integradoras e processadoras menores.

Frango exportado cresceu 28% em volume no início de agosto, segundo dados da cadeia, o que amplia a pressão de competição por preço na exportação.

O pacote da reforma reposiciona carga tributária sobre setores estratégicos e muda precificação interna e competitividade na cadeia de exportação.

A quantificação de impacto ambiental associa o ganho fiscal à pressão adicional sobre compromissos climáticos, complicando negociações comerciais com a União Europeia.

Frigoríficos podem ser forçados a investir em redução de emissões e rastreabilidade para manter acesso a mercados com padrões de carbono, como a UE e países da Ásia desenvolvida.

A timeline permite revisão: a desoneração somente começa em 2027, e debates legislativos em curso ainda podem alterar o alcance da medida.

1,7% — aumento anualizado das emissões de gases de efeito estufa

28% — crescimento em volume das exportações de frango no início de agosto

2026 — previsão de implementação do CBAM na União Europeia

2027 — data prevista para a vigência da desoneração tributária

O próximo passo é a tramitação final da reforma no Congresso, onde parlamentares podem revisar escopo e regras da desoneração antes de 2027.