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DF tem 394 parcelamentos em processo de regularização fundiária

Parcelamentos estão em 37 Regiões Administrativas; novo PDOT de fevereiro de 2026 abre caminho para 28 áreas, mas não legaliza automaticamente imóveis.

Redação POLITICA.SP7 de set. de 2026 · 04h0112 acessos📲 Enviar no WhatsApp
DF tem 394 parcelamentos em processo de regularização fundiária
Reprodução: www.metropoles.com

Há 394 parcelamentos de áreas em processo de regularização no Distrito Federal, distribuídos pelas 37 Regiões Administrativas da capital.

A revisão do PDOT sancionada em fevereiro de 2026 pelo ex-governador Ibaneis Rocha inclui 28 novas áreas com potencial para regularização, capazes de beneficiar cerca de 20 mil famílias, mas a inclusão não gera escrituras imediatas.

Sobradinho II tem 89 parcelamentos em processo, Jardim Botânico tem 69 e Planaltina tem 66; nove RAs não registram parcelamentos: Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Plano Piloto, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Sudoeste, Arapoanga, Ponte Alta e 26 de Setembro.

Cada parcelamento passa por procedimentos urbanísticos, ambientais e fundiários; o ritmo varia conforme entraves locais, o que pode postergar a regularização por anos ou décadas.

No caso do Condomínio RK, o Ministério Público do DF afirmou que o condomínio nasceu de parcelamento ilegal em área de proteção do Rio São Bartolomeu; a defesa diz haver procedimento de regularização e argumentou ausência de degradação ambiental.

A Justiça reformou parcialmente a ordem de demolição do Condomínio RK em julho deste ano, considerou inadequada a demolição de mais de 2 mil imóveis e determinou a elaboração e execução gradual de um Plano Integrado de Recuperação e Adequação Ambiental-Urbanística (Piraau) com fiscalização ambiental em prazo de 180 dias.

No Condomínio Mini Chácaras do Lago Sul, a Justiça determinou demolição das casas em quadras 4 a 11 por entender a área pública inserida na APA da Bacia do Rio São Bartolomeu e classificar a ocupação como irregular e clandestina, consolidada ao longo de 18 anos.

Em setembro de 2025 a 4ª Turma Cível do TJDFT suspendeu a obrigação de erradicação e demolição do Mini Chácaras; o caso foi encaminhado à Comissão Regional de Soluções Fundiárias (CRSC) e passou por estudos e manifestações da Terracap sobre possível regularização.

O novo PDOT prevê ampliação das áreas urbana e rural e classifica 17 áreas como Áreas de Regularização de Interesse Social (ARIS) e 11 como Áreas de Regularização de Interesse Específico (ARINE), instrumentos que tornam as ocupações aptas a entrar no processo de regularização, sem automatizar a legalização dos imóveis.